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31 de Janeiro de 2013, 0:00 , por Rede Ola.coop.br - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

A cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada por uma associação autônoma de pessoas unidas voluntariamente, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, sem fins lucrativos, constituída para prestar serviços a seus associados.

Assim, essa comunidade online é um ambiente digital voltado para promoção e diálogos sobre esse ramo do Cooperativismo.


 


BNDES destaca Cresol como um dos agentes financeiros que mais operou Crédito Rural

15 de Novembro de 2018, 12:10, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

As informações do ranking divulgado pela Área de Operações e Canais Digitais do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, referente ao mês de setembro de 2018, reafirmam o destaque da Cresol no repasse de crédito rural.

O ranking divulgado traz a Central Cresol Baser como a segunda maior operadora de crédito rural via BNDES. Durante este ano safra que iniciou em julho, a cooperativa já liberou mais de R$ 640 milhões em crédito de custeio e investimento aos cooperados dos dez estados onde está presente.

“O crescimento e o destaque que a Cresol vem tendo é fruto de um trabalho sério e de soluções tecnológicas desenvolvidas pela Central e suas cooperativas que buscam compreender as necessidades dos cooperados e retribuir com soluções financeiras ágeis”, destacou o Diretor Superintendente da Cresol, Adriano Michelon.

A atuação da Cresol com o crédito rural nos municípios é cada vez maior, sendo que na região sudoeste do Paraná, onde o Sistema Cresol iniciou suas atividades, já representa cerca de 50% do total de repasse de crédito. Em média nos estados em que a Cresol está inserida a participação da Cooperativa no Pronaf nos municípios de abrangência chegou aos 28% na última safra.

Outro destaque da Cresol no ranking do BNDES são os valores liberados além do Pronaf, sendo que em linhas de crédito como Inovagro, Moderfrota, Moderinfra e Pronamp os repasses da Cresol aos seus cooperados ultrapassam R$ 120 milhões, segundo o ranking.

Para o Michelon a parceira com o Banco é fundamental para esses resultados, “há quase 20 anos a Cresol e o BNDES são parceiros e trabalham em conjunto para promover o desenvolvimento e proporcionar qualidade de vida às famílias, por meio projetos que atendem diferentes regiões e permitem o acesso ao crédito para o agricultor investir e prosperar”, destaca.

A Cresol é um Cooperativa Completa e traz soluções financeiras a seus cooperados além do crédito rural, com produtos e serviços para atender a necessidade de cada sócio, visite uma Cresol e conheça as vantagens do Cooperativismo.

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Primeira cooperativa mirim do estado do Rio é constituída em Mendes

15 de Novembro de 2018, 12:00, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

Instituto Sicoob no Rio capacitou profissionais que auxiliaram as crianças no projeto.

Com assembleia de constituição realizada na sexta-feira (9/11), o estado do Rio de Janeiro ganhou sua primeira cooperativa mirim em Mendes, ao Sul da capital. Composta por 60 crianças que têm entre 8 e 12 anos, a cooperativa conta com alunos do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipalizada Professor João Gurito. O Instituto Sicoob no Rio de Janeiro promoveu a capacitação dos profissionais, que auxiliaram as crianças a desenvolver a iniciativa.

A proposta do projeto é incentivar um processo de construção cidadã, trabalhando temas como o respeito à opinião do colega, a importância do processo de votação dentro dessa realidade cooperativa, a alternância de função entre os membros da iniciativa, entre outros pontos importantes de formação da cidadania.

“O sétimo princípio do cooperativismo fala do interesse pela comunidade. Por isso, uma iniciativa dessas é tão importante. Além dessa relação com o entorno, as crianças também aprendem como é trabalhar com autonomia e ainda a serem protagonistas das próprias iniciativas que implementam”, explica Luís Eduardo Pereira Ramos, representante do Instituto Sicoob no Sicoob Cremendes.

A ideia da criação da cooperativa mirim em Mendes surgiu depois da participação de algumas unidades escolares da cidade no Cooperjovem, que tem como compromisso promover uma mudança de comportamento no ambiente escolar, com foco no desenvolvimento de relações mais humanizadas entre professores e alunos, alunos e alunos, professores e direção, escola e pais e escola e comunidade.

A primeira atividade dos novos cooperados já está definida: uma oficina de gastronomia que contará com a participação dos integrantes para desenvolver a receita de um biscoito.

“O comportamento dos alunos mudou completamente. A relação entre eles é diferente, existe mais respeito. E cooperação virou uma palavra muito forte não só entre eles, mas também entre os pais e a escola. Os responsáveis viram que a iniciativa poderia dar certo e render frutos no futuro. Por isso, eles abraçaram totalmente o projeto”, destaca Telma Cristina Trindade Pinto, professora do 5º ano da Escola Municipalizada Professor João Gurito.

“A cooperação ganhou importância entre os alunos e professores. Estudantes que tinham problemas comportamentais, por exemplo, mudaram de postura. É muito visível essa transformação”, enfatiza Laize Bernardo Monteiro, orientadora pedagógica da instituição de ensino.

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Sicoob UniMais marca presença no Conexão Sicoob

15 de Novembro de 2018, 11:50, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

A instituição participou da edição de São José dos Campos.

Mais uma edição do Conexão Sicoob São Paulo, um roadshow sobre cooperativismo para jovens universitários, foi realizada na última semana, entre os dias 7 a 10 de novembro. O Sicoob UniMais esteve presente no evento de São José dos Campos, onde ocorreram circuito de palestras, workshops e Laboratório de Inovação, uma ação desenvolvida pelo Sicoob com base em metodologias inovadoras.

Ao todo, estiveram presentes cerca de 70 jovens que participaram das atividades durante os três dias de evento. Um dos destaques foi o Open Campus, um circuito de palestras sobre Juventude na Era da Consciência, Capitalismo Consciente e Cooperativismo, evidenciando que é possível moldar o futuro de forma sustentável, além da apresentação sobre o sistema Sicoob.

No laboratório, evento do último dia, os universitários puderam apresentar soluções inovadoras e criativas de como o Sicoob poderá atrair o público jovem, as quais foram avaliadas por uma banca formada pelo Sicoob UniMais.

Além de São José dos Campos, as cidades de São Paulo e Piracicaba também receberam o evento simultaneamente.

Até hoje, o Conexão Sicoob já passou por 22 cidades em sete estados e contou com mais de 5 mil participantes em todo o país. O evento surgiu com a ideia de levar aos universitários o propósito do Sicoob de promover a justiça financeira no país.

Sobre o Sicoob UniMais
Instituído em 1993, o Sicoob UniMais é uma instituição financeira cooperativa, regulamentada e fiscalizada pelo Banco Central do Brasil. Reconhecido como instituição financeira, o Sicoob UniMais oferece produtos e serviços financeiros para seus associados e faz a gestão dos seus recursos, com a distribuição de resultados ao final de cada ano. Hoje, o Sicoob UniMais contempla cinco Cooperativas no estado São Paulo, com mais de 50 pontos de atendimento, garantindo sua presença, inclusive, em boa parte das cidades do interior paulista e do litoral, além da Grande São Paulo. Dessa forma, a instituição totaliza mais de 40 mil cooperados e mais de 500 colaboradores e dirigentes.

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O cooperativismo que muda vidas e realiza sonhos

13 de Novembro de 2018, 9:45, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

Os relatos daqueles que contaram com um apoio fundamental para alcançar seus objetivos. Com parcerias, os frutos da prosperidade.

O quanto é possível economizar com gasolina durante um mês organizando as voltas necessárias para se fazer todas no mesmo dia? A Rosimere Dutra Niquele, moradora do Bairro Morro Estevão, de Criciúma, sabe. Mas nem sempre foi assim. Antes, a Rosi não colocava na ponta do lápis quais eram as despesas e receitas mensais dela e do marido Luiz. Essa história começou a mudar há alguns meses, quando ela participou de um curso de gestão financeira oferecido pela cooperativa de crédito ao qual é associada – o Sicredi.

“Aprendemos sobre como economizar em casa, nas pequenas coisas, nas compras do mercado, na feira. A gente até tinha noção, mas não tinha aquela coisa prática de guardar, no dia a dia mesmo, guardar aquele dinheirinho”, conta.

A renda do casal vem do cultivo de 10 hectares de banana e do trabalho de Rosi como zeladora da igreja da comunidade. “Um salário mínimo é pouco, mas sabendo aproveitar ele rende. Hoje eu estou guardando a metade e usando a outra metade para coisas pequenas. Antes não sobrava nada e a gente não se organizava para ver o que iria guardar, o que poderia gastar”, comenta.“Quem me garante que eu vou ter saúde para trabalhar lá na frente? Tendo uma reserva guardada, é uma segurança”, complementa.

E a Rosi não está sozinha. Ela faz parte de um universo de 9,6 milhões de pessoas e empresas que escolheram movimentar suas vidas financeiras nas co- operativas de crédito. Segundo o último levantamento divulgado pelo Banco Central, o número de cooperados cresceu 8% no Brasil em 2017, uma média de 60 mil novos cooperados por mês, somando todos os sistemas cooperativos do país.

Sentir-se em casa

Mas não foi somente o curso de gestão financeira que fez com que Rosi e o marido optassem por trabalhar com o Sicredi. Para eles, a agência da Quarta Linha, onde são atendidos, é quase uma extensão da própria casa.

“Antes usávamos banco, mas, quando veio a cooperativa, a gente se associou e foi uma maravilha para a gente. Como sócios, temos mais liberdade para ir lá e, às vezes, nem é preciso ir até lá, a gente só liga para a gerente e ela já faz as transações para nós. Também pegamos uma amizade por ser perto, por ser menor, a gente já conhece todo mundo pelo nome. É como se fossem da família”, enfatiza Rosimere Dutra Niquele, cooperada do Sicredi.

Papel essencial no deslanche da carreira

O ano era 2004 e o recém-formado em Odontologia João Cassetari Rupp não poderia imaginar o salto que a sua carreira profissional daria em poucos anos. Já atuando na área, ele viu em 2008 a grande oportunidade bater à sua porta: um terreno localizado no ponto comercial próximo ao qual ele já atendia estava à venda.

Para fazer a aquisição do espaço e construir sua clínica, ele precisava de um auxílio financeiro. “Eu procurei um banco, mas muito burocrática a parte de financiamento, eu acabei não conseguindo fazer o financiamento com o banco. Eles só financiavam o terreno se tivesse alguma construção em cima, poderia ser uma casa de madeira, mas tinha que ter. E eu queria o terreno, não queria uma casa”, relembra o dentista.

Foi então que ele procurou a Unicred, cooperativa de crédito voltada aos profissionais da saúde, e o cenário do seu sonho começou a mudar. “Pela Unicred eu consegui isso super fácil e rápido. E era um negócio de momento. Esse terreno tinha sido vendido para uma construtora e eu estava disputando ele com outras construtoras e pessoas bem maiores do que eu na época. Então, ou eu conseguia isso de imediato ou perderia o negócio”, conta.

Ele conseguiu. Comprou o terreno localizado na área central de Criciúma e construiu o prédio que leva o nome de sua família, onde hoje está instalada sua clínica odontológica, além de outras salas comerciais que Rupp aluga para empresas. Para ele, a conquista do terreno há 10 anos fez toda a diferença para o seu reconhecimento profissional no mercado.

“Tudo o que veio depois da compra do terreno foi extremamente importante na minha carreira. Eu construí esse prédio. Com isso, ganhei visibilidade, notoriedade, fui convidado para ser sócio de um instituto de pós-graduação que hoje já está montado há seis meses, um dos maiores institutos de pós-graduação em Odontologia do país, o IOA Criciúma”, relata. “Uma coisa acarretou a outra. Se não comprasse o terreno, não construiria o prédio, que não me daria a visibilidade e não estaria hoje talvez num mesmo nível de negócio. Sem a Unicred eu não teria conseguido”, completa o dentista.

Em comum, a Rosi e o Rupp têm a opinião de que nas cooperativas de crédito o diferencial está na aproximação do atendimento e na descomplicação das necessidades dos cooperados. “O próprio atendimento é diferenciado, você não se sente dentro de um banco. Você conhece as pessoas lá dentro, o atendimento é personalizado. É bem diferente de um banco normal. E, em matéria de financiamentos, linha de crédito, a rentabilidade, eu acho superior e diferenciado”, pontua Rupp.

Após trinta anos, o incentivo para começar de novo

Se para Rupp o incentivo da cooperativa de crédito foi essencial no início de sua carreira, para o empresário Marcos Mendonça a ajuda representou a concretização de uma mudança em sua vida após 30 anos de trabalho no comércio.

No ramo da fotografia há três décadas, Mendonça decidiu apostar em um segmento completamente diferente e abriu em agosto deste ano o Container Food Park, o primeiro parque gastronômico formado 100% por contêineres de Santa Catarina. O empreendimento está localizado ao lado do Parque das Nações Cincinato Naspolini, em Criciúma. “Eu tinha uma verba para começar e achava no começo que daria, mas, como eu quis fazer tudo o mais certinho possível, começou a apertar no final. Então, como eu sou cooperado do Sicredi, fui procurar um financiamento final. Foi quando eles abriram as portas, conheceram a ideia e disseram: sem problemas. Eles completaram o valor que precisava para eu finalizar o negócio”, relata Mendonça.

Resultados já são notados

O Container Food Park conta com 13 restaurantes – cada um com uma especialidade gastronômica diferente – e capacidade para expandir para 16. O local também tem espaço kids, áreas externa e coberta que acomodam aproximadamente 200 pessoas, estacionamento e local reservado para a realização de eventos particulares. Em pouco tempo de inauguração, a novidade já caiu no gosto do público.

“Em três semanas, devem ter circulado aqui de 8 mil a 10 mil pessoas. Está muito bom. Todos estão contentes. Quem apostou, quem estava em dúvida, já superou todas as expectativas da pessoa mais otimista”, comemora o empreendedor.

“Se não fosse essa ajuda (da cooperativa), ia demorar mais, ia atrasar. No Sicredi, as coisas aconteceram com mais facilidade, foi quando eu me empolguei mais, porque eu nunca fiz financiamento de nada, mas aqui eu precisava e era um tempo curto para finalizar o negócio. O Sicredi abriu as portas e deu certo”, afirma Mendonça.

Presente no crescimento e modernização do campo

O mesmo atendimento facilitado e aproximado que proporciona a abertura de um empreendimento inédito e inovador na cidade também faz a diferença no campo. Quem garante é o agricultor Claiton Zanzi, morador do Distrito de São Bento Baixo, em Nova Veneza.

É na comunidade de Linha Mandelli que ele cultiva 100 hectares de arroz e, para manter a tradição da sua família na rizicultura, ele também conta com o apoio do Sicredi, do qual é cooperado na agência de Forquilhinha, que fica ao lado do local onde mora.

“O que me levou a ser sócio do Sicredi é a facilidade com que a gente consegue o crédito, a rapidez e também o quadro de funcionários, são todos da região, são próximos, são conhecidos, e isso acaba facilitando toda aquela parte burocrática. Dentro da agência, a gente acaba viabilizando com mais rapidez os recursos que vem buscar”, pontua Zanzi.

Dos benefícios que usufrui da cooperativa, destacam-se o subsídio financeiro para safra de arroz e a compra de maquinários, entre eles o “chupa cabra”, que, apesar do nome pouco convencional, faz a diferença para a vida do homem no campo. O equipamento, semelhante à estrutura de um trator, mas mais alto e com rodas mais estreitas, semeia e pulveriza a plantação de arroz.

Zanzi também enfatiza a importância de todo cooperado ser dono da cooperativa, colhendo os frutos do bom desempenho da instituição financeira. “A cooperativa, no final do ano, a gente tem direito às sobras e pode participar das assembleias para saber a destinação do dinheiro também”, comenta. “A gente sempre participou do sistema de cooperativas da parte de produção agrícola. Tudo que envolve o nome cooperativa a gente vê que acaba sendo beneficiado”, completa.

A vocação do sul para o cooperativismo

O Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, divulgado pelo Banco Central em agosto de 2018, traz os dados positivos desse tipo de segmento financeiro no cenário do país. Entre as informações apresentadas no relatório que tem como base o ano de 2017, está a liderança da Região Sul do Brasil como a mais atuante, representando 50% dos ativos totais do setor.

De acordo com o diretor executivo da Unicred Sul Catarinense, Marcelo Lima, essa representatividade no segmento cooperativo é uma característica da cultura regional. “Um dos principais fatores é a questão cultural, a gente tem isso muito forte aqui no Sul do Brasil. Apesar de as cooperativas terem começado no Rio Grande do Sul, hoje a maior participação de mercado é de Santa Catarina”, comenta Lima.

A união que veio do campo, para ele, foi o pontapé inicial para todo o movimento que existe atualmente. “O cooperativismo surgiu muito forte na agricultura, porque pequenos agricultores não têm acesso ao crédito e as cooperativas surgiram como uma alternativa para financiar a produção deles. Depois, devido à diversificação do estado, ela foi expandindo para outros setores”, explica.

“Hoje você só não adere ao cooperativismo se for mal informado”, Marcelo Lima, diretor executivo da Unicred Sul Catarinense

Porta aberta na crise

O Brasil começa a dar indícios de recuperação de uma das – se não da maior – maiores crises financeiras de sua história. Nessa situação, é comum que as instituições financeiras tradicionais se fechem e protejam seu patrimônio. E é nesse momento que as cooperativas de crédito também aproveitam para fidelizar seus sócios.

“O país passou por uma crise muito grande, os bancos se retraíram e quem estava mais próximo, por conhecer, foi quem atendeu. Quando você está próximo, você conhece e atende. Foi o que as coopetivas de crédito fizeram, elas atenderam a necessidade das pessoas mesmo em tempos de crise”, relata Lima.

A ousadia para ser a saída de milhões de brasileiros em época de adversidades contribuiu para o crescimento do setor e não afetou seus números. Segundo o relatório do BC, a inadimplência no segmento diminuiu de 4% em 2016 para 3,5% em 2017.

Informação como aliada do sistema

O grande receio que fazia as pessoas balançarem para escolher entre um banco e uma cooperativa de crédito era o medo de que não pudessem ter acesso aos mesmos serviços nas duas instituições. Essa é uma realidade que fica cada vez mais para trás, já que atualmente os cooperados têm disponíveis todos os principais produtos, como seguros, financiamentos, linhas de crédito, cartões de crédito, entre outros.

Segundo o diretor executivo da Unicred Sul Catarinense, para se associar ao cooperativismo, basta que a pessoa conheça como ele funciona. “Hoje você só não adere ao cooperativismo se for mal informado, o maior benefício que se tem hoje para aderir é a informação”, declara Lima.

“Os bancos no país têm uma precificação muito alta, um abuso de taxas e de tarifas muito acima da média mundial. A partir disso, as cooperativas são uma alternativa para você ter acesso aos mesmos serviços com um custo bem menor, além de passar a ser dono”, enfatiza o diretor executivo.

O mesmo sentimento é compartilhado pelo presidente da Sicredi Sul SC, Aloísio Westrup. “Quando o associado entende que ele pode ser dono da sua vida financeira, participar dos resultados, das decisões e ainda ter consultoria financeira, tudo isso de um jeito simples e moderno, ele passa a participar mais e a fazer crescer a sua cooperativa”, pontua Westrup.

Tudo retoma a qualidade no atendimento

As histórias da Rosi, do João, do Marcos e do Claiton são diferentes. Cada um, à sua maneira, contou com o apoio do sistema cooperativo de crédito e colhe os benefícios dessa parceria. Alguns com grandes investimentos, outros ajeitando as finanças domiciliares, mas todos eles se encontram em um ponto só: o diferencial que existe no atendimento pessoal e focado que recebem dentro de suas agências.

“Por mais que a gente se aproxime, o banco tem um poderio muito grande de recursos e, para competir de igual para igual, tem que ser com o atendimento pessoal, que é onde eles pecam e a gente entra e supre. A gente acompanha eles (os bancos) na tecnologia, mas no atendimento pessoal temos que ser o melhor possível, essa é a nossa estratégia”, afirma Lima.

“Mais que um usuário das soluções financeiras da cooperativa, o associado é dono do negócio. Portanto ele está no centro do atendimento oferecido pelos nossos colaboradores. Buscamos capacitar os nossos profissionais para oferecer uma consultoria financeira, entendendo para atender melhor. Afinal, se o associado está bem, tem uma vida financeira saudável, ele participa mais da cooperativa e todos crescem juntos”, conclui Westrup.

Fonte: 4oito.com.br

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Sicredi assina acordo de cooperação com Federação do Nepal

13 de Novembro de 2018, 9:40, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

O acordo foi firmado por intermédio do Woccu – Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito – para compartilhamento das experiências da instituição.

No Dia Internacional das Cooperativas de Crédito, comemorado em 18 de outubro, o Sicredi assinou um acordo de cooperação com a Federação de Cooperativas de Poupança e Crédito do Nepal, a Nepal Federation of Savings and Credit Cooperative Unions (NEFSCUN), por intermédio do Woccu – Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito. Esse acordo foi firmado para que o Woccu e a instituição financeira cooperativa possam prestar assistência ao desenvolvimento das cooperativas do Nepal, aproveitando o conhecimento e a vivência do Sicredi, em modelo sistêmico de atuação.

Nos objetivos do acordo de cooperação estão: troca de informações sobre legislação, conformidades regulamentares e relatórios, processamento de dados, estabilização e operações de apoio de cooperativismo de crédito; desenvolvimento e o intercâmbio de melhores práticas com a Federação, para melhorar e expandir os serviços aos associados; e o fortalecimento financeiro e operacional da Federação.

O acordo foi assinado pelo Sicredi, representado por Manfred Alfonso Dasenbrock, presidente da SicrediPar e da Central Sicredi PR/SP/RJ e membro do Conselho da WOCCU; Brian Branch, CEO do Woccu, e Steven Stapp, presidente do NEFSCUN. “A intercooperação está na base do cooperativismo e ficamos muito felizes em poder, junto com o Woccu, colaborar com o desenvolvimento do segmento no Nepal. Esse acordo tem também o caráter de reconhecimento à nossa atuação enquanto sistema no Brasil, enfatizando que os nossos modelos de negócios e estruturação servem de exemplo e que temos potencial para apoiar o desenvolvimento do cooperativismo de crédito em diversas regiões do mundo”, afirma Dasenbrock.

A primeira ação direta da parceria é uma missão fomentada pela Fundação Sicredi e liderada pelo superintendente de Ouvidoria e Compliance do Banco Cooperativo Sicredi, Luiz Carlos Wanderer. Ainda na primeira quinzena de novembro, Wanderer estará durante seis dias no Nepal conhecendo mais sobre a realidade local e levando informações sobre as práticas do Sicredi.

O Nepal, com cerca de 29 milhões de habitantes, tem uma longa tradição cultural de cooperativas informais baseadas na comunidade, incluindo associações de poupança e crédito, produção e trabalho. Em 16 de agosto de 1988, foi formada a Federação de Cooperativas de Poupança e Crédito do Nepal (NEFSCUN). A Constituição Interina do Nepal considera, hoje, o setor cooperativo como um dos três pilares do desenvolvimento nacional. Estima-se que cerca de 6 milhões de pessoas já estejam afiliadas em aproximadamente 34.512 cooperativas, dos mais diversos ramos, e mais de 60.517 pessoas estejam empregadas diretamente em negócios cooperativos.

Especificamente no ramo do crédito, o Nepal conta com cerca de 13 mil cooperativas, abrangendo 3,5 milhões de associados. A Federação associada ao Woccu e que contará com a experiência do Sicredi conta com 3 mil cooperativas e 2,5 milhões de associados.

Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,9 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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Categorias

Gestão de Pessoas em Cooperativas, Desenvolvimento territorial, Finanças Solidárias, Crédito, Crédito e finanças
Tags deste artigo: finanças banco crédito cooperativa