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31 de Janeiro de 2013, 0:00 , por Rede Ola.coop.br - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

A cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada por uma associação autônoma de pessoas unidas voluntariamente, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, sem fins lucrativos, constituída para prestar serviços a seus associados.

Assim, essa comunidade online é um ambiente digital voltado para promoção e diálogos sobre esse ramo do Cooperativismo.


 


LC 130 – 10 Anos: Marco do Cooperativismo de Crédito, por Lúcio César de Faria

16 de Abril de 2019, 18:24, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

“A Lei Complementar 130/2009 constitui um marco para o cooperativismo de crédito no País. Introduz disposições importantes para sua consolidação e desenvolvimento, visto serem adequadas aos aspectos característicos das cooperativas de crédito e de sua organização em sistemas.”
Alexandre Antônio Tombini, Diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do Banco Central do Brasil

Em 17 de abril de 2019 são completados dez anos da edição da Lei Complementar nº. 130, a primeira lei, após a Constituição Federal de 1988, a regulamentar o sistema financeiro, e específica para o cooperativismo de crédito.

Em homenagem, é justo destacar alguns pontos da LC 130, sob a ótica de sua relevância para o sistema cooperativista, sem aprofundar questões jurídicas, por dois motivos: primeiro, por não ser o habitat do autor; segundo, por já terem sido muito bem exploradas por Isaac Sidney Menezes Ferreira e Ênio Meinen. .

Devem ser ressaltados, inicialmente, dois pontos importantes trazidos pela lei:

1. suporte jurídico a muitos aspectos que eram tratados por leis gerais do sistema financeiro ou regulamentação aplicável;

2. o conceito de Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, que, em seguida à lei, foi especificado na Circular 3.502/2010, do Banco Central do Brasil (BC), e está atualmente presente na Circular BC 3.771/2015.

Estruturação do quadro social

A lei prevê que o quadro social da cooperativa de crédito, composto de pessoas físicas e jurídicas, é definido pela assembleia geral, com previsão no estatuto social. Dessa disposição decorrem dois aspectos essenciais para a estruturação do quadro social: com a edição da Resolução nº. 4.434/2015, do Conselho Monetário Nacional (CMN), deixam de ser previstas formas de segmentação do quadro, podendo a cooperativa organizar-se da forma que melhor lhe convier, sujeita, naturalmente, à aprovação do estatuto pelo Banco Central; e as pessoas jurídicas deixam de ser excepcionalidade no quadro, como previsto na Lei 5.764/1971.

O CMN, atendendo a proposição do Banco Central, estabeleceu, por meio da Resolução nº. 4.434, nova classificação para as cooperativas de crédito, que passaram a ser enquadradas em três categorias, em função das operações praticadas:

• plenas – aptas a realizarem todas as operações e serviços autorizados para o setor;

• clássicas – aptas a realizarem as operações e serviços financeiros autorizados para o setor, à exceção de determinadas operações de maior complexidade, especificadas na resolução;

• capital e empréstimo – além de não realizarem as operações vedadas às cooperativas clássicas, não podem captar depósitos à vista ou a prazo.

Governança

A lei provocou melhor estruturação da governança, com adoção de conselho de administração e diretoria profissional a ele subordinada, permitindo a segregação das atribuições de direção estratégica, realizadas pelo CA e de condução da gestão, a cargo da diretoria.

Embora, mesmo antes da lei, essa segregação já tivesse sido indicada pelo Banco Central como diretriz do projeto Governança Cooperativa, o dispositivo legal deu base à sua inclusão na Resolução CMN nº. 3.859/2010, obrigando a sua adoção pelas cooperativas singulares de livre admissão, de empresários, de pequenos empresários, microempresários e microempreendedores. Atualmente, essa estrutura está prevista na Resolução CMN nº. 4.434 para adoção por cooperativa clássica que detiver média dos ativos totais, nos três últimos exercícios sociais, igual ou superior a R$50.000.000,00, e para a cooperativa plena.

O mandato do Conselho Fiscal foi estendido para três anos, concedendo maior experiência aos seus membros e, consequentemente, maior qualidade aos trabalhos inerentes a esse conselho.

A assembleia geral ordinária passou a poder ser realizada até o final do mês de abril, prazo igual ao das sociedades anônimas, com maior tempo para realização das pré-assembleias ou assembleias de núcleo, prática comum nas cooperativas que adotam a representação por delegados.

Fundo Garantidor

“… a criação do fundo fortalecerá o cooperativismo financeiro, uma vez que esse mecanismo aumenta a segurança e a credibilidade do segmento, junto ao mercado, e permite competir em igualdade com os bancos, no que se refere às garantias disponibilizadas aos associados”.
Bento Venturim, vice-presidente do FGCoop

Antes da edição da LC 130, os sistemas cooperativos de três níveis (Sicoob, Sicredi e Unicred) possuíam fundos setoriais. Porém, sob a ótica do regulador, essa estrutura de proteção apresentava fragilidades que prejudicavam a construção de uma efetiva rede de proteção ao sistema cooperativo como um todo, principalmente pela inexistência de fundo garantidor abrangendo as cooperativas de economia solidária e as não filiadas a centrais.

A lei deu ao CMN poder para dispor sobre fundos garantidores, inclusive a vinculação de instituições financeiras cooperativas a tais fundos.

A partir daí, a diretoria do Banco Central traçou as características básicas do fundo garantidor para o cooperativismo. O tema foi objeto de ampla discussão entre grupos técnicos do BC e do Conselho Consultivo do Ramo Crédito (Ceco) da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), com participação de representantes do sistema de agricultura familiar solidária e de cooperativas não filiadas (singulares e centrais).

Dessas discussões resultou proposta de resolução, submetida ao CMN, que, por meio da Resolução nº. 4.150, de 30.10.2012, estabeleceu os requisitos e as características mínimas do fundo garantidor de créditos das instituições financeiras cooperativas singulares e dos bancos cooperativos integrantes do SNCC.

O FGCoop foi um marco de construção coletiva entre Banco Central do Brasil e o cooperativismo de crédito. O tema foi objeto de ampla discussão entre grupos técnicos do BCB e do Ceco, com participação de representantes do sistema de agricultura familiar solidária e de cooperativas não filiadas (singulares e centrais).

Em 27 de setembro de 2013, foi realizada a Assembleia Geral de Constituição do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito – FGCoop, com aprovação de seu estatuto e regulamento, submetidos em seguida ao exame do BC e levados à aprovação do CMN, conforme previsto na Resolução nº. 4.150/2012.

O CMN, por meio da Resolução nº. 4.284, de 5.11.2013, aprovou o estatuto e o regulamento do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) e estabeleceu a forma de contribuição.

Ao igualar as condições de competitividade com os bancos, no que se refere à cobertura de depósitos, o FGCoop ajudou a promover um ciclo virtuoso de crescimento: mais credibilidade, aumento de volume operacional e ampliação da participação no SFN.

Captação de recursos municipais

Recentemente, entrou em vigor a Lei Complementar nº. 161/2018, que alterou a Lei Complementar nº. 130, tornando possível a captação, pelas cooperativas de crédito, de recursos dos Municípios, de seus órgãos ou entidades e das empresas por eles controladas e ainda estabelecendo que a captação desses recursos em valor superior ao limite assegurado pelos fundos garantidores referidos no inciso IV do caput do art. 12 da LC nº. 130 obedecerá aos requisitos prudenciais a serem estabelecidos pelo CMN.

A Resolução CMN nº. 4.659, de 26 de abril de 2018, estabeleceu esses requisitos prudenciais e também o correspondente cálculo da garantia prestada pelo fundo garantidor: o limite será apurado considerando que cada Munícipio, em conjunto com seus órgãos ou entidades e empresas por ele controladas, deve ser considerado como uma única pessoa, independentemente da existência de múltiplas inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Referida resolução traz outros requisitos prudenciais a serem cumpridos pelas cooperativas para captação de recursos municipais:

a) o valor correspondente ao saldo total, apurado ao final de cada dia, de recursos captados de cada Município que exceder o limite da cobertura de R$ 250.000,00 deve estar aplicado em títulos públicos federais livres, admitidos à negociação nas operações compromissadas realizadas com o Banco Central do Brasil;

b) A captação de recursos de cada Município por cooperativa de crédito é condicionada a:

I – aprovação pela assembleia geral; e
II – cumprimento dos requerimentos mínimos de capital e limites regulamentares.

c) é vedada à cooperativa de crédito a captação de recursos de Município cujo prefeito, vice-prefeito ou secretário municipal seja diretor ou membro de seu conselho de administração.

Curiosidades

A Constituição vigente, promulgada em 1988, previa, no art. 192, que o sistema financeiro nacional seria regulado por lei complementar, o que implicava que uma só lei deveria dispor sobre todo o sistema financeiro, em substituição aos ditames da Lei nº. 4.595/64. É de se imaginar a complexidade de uma só lei dispor sobre todo o sistema financeiro com todo o avanço que teve desde 1988. Nesse sentido, a Emenda Constitucional nº. 40, de 2003, alterou a disposição do art. 192 , prevendo que o sistema financeiro nacional será regulado por leis complementares.

Dessa forma, abriu-se caminho para a edição da LC 130, regulamentando parte importante do SFN, que é o cooperativismo de crédito.

Embora tenha revogado alguns dispositivos das Leis nºs. 4.595/1964 e 5.764/1971, ambas continuam tendo fundamental relevância na disciplina da atuação das cooperativas de crédito. Enquanto não aprovada lei geral para o sistema financeiro, a Lei nº. 4.595 continua sendo a estrutura basilar de estruturação do SFN, especialmente no que diz respeito à sua organização e funcionamento. Da mesma forma, situações não tratadas na LC 130 continuam reguladas pela Lei Geral Cooperativista.

A LC 130, de acordo com texto proposto pelo setor cooperativo, por meio do Ceco, teve origem no Projeto de Lei do Senado nº. 293, de 1999, de autoria do Senador Gerson Camata (PMDB/ES). Camata, que também foi Governador do Espírito Santos de 1983 a 1986, faleceu em dezembro de 2018.

O artigo é de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente o pensamento institucional.

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Lei Complementar 130: 10 anos da grande conquista!, por Ênio Meinen

16 de Abril de 2019, 10:12, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

“A felicidade não depende do que falta, mas do bom uso que fazemos do que temos.” (Thomas Hardy)

No momento em que o cooperativismo financeiro ao redor do mundo clama por um melhor relacionamento com os respectivos governos e busca, ao menos, manter as suas conquistas no campo regulatório, por aqui o setor tem motivos de sobra para celebrar o bom ambiente institucional.
É nesse contexto que as cooperativas financeiras saúdam os 10 primeiros anos da maior de suas conquistas na seara normativa: a Lei Complementar 130, aprovada em 17 de abril de 2009.

Ao levar à prática as diretrizes advindas do artigo 192 e do §2º do artigo 174 da Constituição Federal, a LC 130 – primeira iniciativa infraconstitucional estruturante do sistema financeiro pós 1988 – consolida e eleva o status de um conjunto de normas regulamentares sobre o segmento, construídas desde o início dos anos 1990, proporcionando às cooperativas as condições necessárias para promoverem a justiça financeira no território nacional.

O seu alcance sob a perspectiva mais jurídica foi objeto de outro artigo de nossa autoria, cujo teor pode ser acessado por meio do Portal do Cooperativismo Financeiro (https://www.cooperativismodecredito.coop.br), sob o título “Lei Complementar 130, de 2009: ponto de partida e de chegada para soluções envolvendo cooperativas de crédito”.

No âmbito operacional e societário, os estímulos da LC foram decisivos ao longo do período para a construção de um portfólio de negócios completo e atração significativa de novos beneficiários, cidadãos e pequenos empreendedores, neste caso, não raro, tendo a cooperativa como a única alterativa de inclusão financeira. A escala associativa e operacional, notadamente nas praças e regiões de maior protagonismo cooperativista, também vem contribuindo para melhorar as condições de competição bancária – desejo da sociedade e propósito-alvo do Banco Central do Brasil.

Do lado da governança, além dos inúmeros efeitos benéficos relacionados à supervisão e segurança do setor cooperativo (melhora das regras de gestão de risco, aprimoramento das auditorias, instituição do fundo garantidor e previsão da cogestão instrassistêmica), a LC 130 induziu maior profissionalismo na gestão ao introduzir o modelo dual de administração, segregando direção estratégica e gestão executiva e permitindo adequada alocação de responsabilidades entre conselho e diretoria.

O olhar da lei, a um só tempo, para o desenvolvimento e o controle, para a quantidade e a qualidade, assegura o equilíbrio entre a expansão do negócio e a sua integridade, garantindo a sustentabilidade do empreendimento cooperativo.

Não há dúvida de que o cooperativismo financeiro ainda pode dar passos significativos sob a tutela da LC 130, explorando bem mais o texto vigente. Contudo, conquanto esse expediente, robustecido pela Lei Complementar 161/201, já seja bastante generoso, há oportunidades para avanços no atual regime regulatório, incluindo-se:

1) o aprimoramento do processo de cogestão, para assegurar tempestividade e efetividade às ações de responsabilidade das centrais e confederações;

2) o recrudescimento das regras relativas a desfiliações, de modo a reduzir os riscos de descontinuidade e de contágio decorrentes, de um lado, da insubordinação de cooperativas às regras oficiais e sistêmicas e, de outro, da ausência de instrumentos e de providências de alçada de centrais/confederações;

3) a impenhorabilidade das quotas-partes de capital enquanto estiverem indisponíveis aos cooperados (nos termos do § 4º do art. 24 da Lei nº 5.764/1971);

4) a permissão para campanhas de capitalização com entrega de prêmios, mediante agregação de um parágrafo ao art. 7º da LC 130 descaracterizando essa iniciativa como benefício (adicional) às quotas-partes;

5) a fixação de prazo prescricional para a retirada das quotas-partes a partir de sua disponibilização ao cooperado (na forma do estatuto social);

6) a reversão dos saldos remanescentes do fundo de reserva e do Fates para entidade(s) cooperativa(s) eleita(s) no estatuto social da cooperativa liquidanda.

Enquanto se constrói a desejada evolução, e dado que na extensão presente a lei e os demais instrumentos regulamentares concedem respaldo à altura, o cooperativismo financeiro pode, e deve, seguir a sua (acelerada) marcha de expansão, oportunizando o pleno exercício da cidadania financeira e do empreendedorismo para um conjunto bem maior de cidadãos e empreendedores país afora.

Ênio Meinen, diretor de operações do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), coautor do livro “Cooperativismo financeiro: percurso histórico, perspectivas e desafios” e autor de “Cooperativismo Financeiro: virtudes e oportunidades – Ensaios sobre a perenidade do empreendimento cooperativo” (Confebras, 2016), obra também disponível na língua inglesa.

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As cooperativas de livre admissão e a democratização do cooperativismo financeiro no Brasil, por Kedson Macedo

14 de Abril de 2019, 12:00, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

Quando pensamos na história do cooperativismo brasileiro, há quem nos recomende voltar a 1610, quando aqui chegaram os primeiros jesuítas, pregando aos nossos indígenas a solidariedade e a ajuda mútua, que eles já praticavam no dia a dia de suas aldeias, na forma de mutirão.

Daquela época até hoje, já se passaram bem mais de 400 anos e, entre esses, os últimos 15 têm significado especial. Há uma década e meia a Resolução 3.106/2003, contrariando determinações anteriores, possibilitou, entre outras coisas, a criação de cooperativas financeiras de livre admissão em áreas com até 100 mil habitantes, e a transformação das cooperativas já então existentes em cooperativas abertas às pessoas de diferentes perfis que almejassem se associar.

Ano a ano, novas resoluções foram se sucedendo, evoluindo, flexibilizando e facilitando a democratização do crédito pela expansão das cooperativas financeiras de livre admissão. Neste sentido, há dez anos, a Lei Complementar nº 130 dispôs que o quadro social das cooperativas de crédito, composto de pessoas físicas e jurídicas, seja definido pela assembleia geral e a Resolução 4.434/2015, entre outras medidas, passou a classificar as cooperativas não mais pelo quadro associativo, mas de acordo com as operações praticadas – clássica, plena ou capital e empréstimos.

Deste modo, as cooperativas financeiras de livre admissão, encontrando um cenário propício à sua expansão e desenvolvimento, não pararam – assim como não param — de crescer e se multiplicar. Hoje, inquestionavelmente, estas cooperativas singulares ocupam posição destacada e ímpar no Sistema Nacional de Crédito Cooperativo – SNCC, conforme nos mostram estes números e percentuais, relativos a dezembro de 2018.

  • No Brasil existem 372 cooperativas de livre admissão, o que corresponde a 40,1% do total de cooperativas financeiras singulares atuantes em nosso país;
  • Elas possuem 4.141 unidades de atendimento, ou seja, 77,03% de todo o SNCC, e congregam 8,1 milhões de associados, o que representa 77,16% do total de cooperados;
  • Suas operações de crédito totalizam R$ 91,0 bilhões, 77,96% do volume total movimentado como crédito no SNCC, assim como os depósitos captados correspondem a R$ 95,6 bilhões, representado participação de 71,47% em relação ao volume total depositado pela totalidade dos cooperados abrigados no SNCC.

Não somente por sua dimensão quantitativa, mas também por seu significado social, um dos números que mais se destaca é o total de pessoas físicas associadas nacionalmente a cooperativas financeiras de livre admissão: 8.140.560 cooperados. Este fato denota a confiança e o apoio que as cooperativas financeiras gozam junto aos seus associados e junto às comunidades em que atuam.

Outra realidade que transparece nos números apresentados é o alcance humano das cooperativas financeiras de livre admissão, quanto sua expressividade e capacidade de democratizar o cooperativismo de crédito nacional, tornando-o acessível e parte importante da vida cotidiana de milhões de brasileiros.

Sem dúvida, com as cooperativas financeiras de livre admissão, escreveu-se nestes últimos 15 anos, no Brasil, um dos mais importantes capítulos da história do cooperativismo, que prossegue em sua trajetória de absoluto sucesso.

Congratulando-se com estas cooperativas por suas conquistas, sua atuação, seu protagonismo, seu desempenho em prol do desenvolvimento local e sua contribuição para a consolidação do cooperativismo de crédito, a Confebras sente-se muito honrada e orgulhosa de, como entidade representativa do setor, ter participado ativamente deste processo desde sua fase inicial.

Uma das primeiras ações da Confebras neste sentido foi quando, findando o século 20, a Confederação organizou mobilização nacional em favor do movimento das cooperativas de livre admissão e, neste sentido, promoveu intensas e contundentes ações junto ao Congresso Nacional, Governo Federal e ao Banco Central.

Estas ações foram tão efetivas que influenciaram na reedição da Resolução 2.771/2000 e, três anos depois, na Resolução 3.106/2003, que permitiu a criação das cooperativas de crédito de livre admissão. O fortalecimento dessas cooperativas se mostrou absolutamente acertado, resultando numa dinâmica de mercado que vem impulsionando e consolidando a expansão e o desenvolvimento do cooperativismo financeiro e contribuindo para o bem-estar, cidadania financeira e social de parcela significativa e cada vez mais representativa da população brasileira.

Para celebrar as conquistas das cooperativas financeiras de livre admissão, a Confebras realizará, no próximo mês de agosto, em Brasilia, o Fórum Integrativo tendo como um dos temas a serem discutidos as práticas que levaram ao sucesso, os aspectos regulatórios e os desafios que esses entes cooperativos tendem a enfrentar na arena de negócios atual. Não deixe de participar!

Kedson Macedo é Presidente na Confebras e Diretor Executivo na Cooperforte

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Sicredi marca presença no encontro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito na Polônia

14 de Abril de 2019, 11:50, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

Sicredi marca presença no encontro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito na Polônia.

Reunião promovida pelo Woccu discutiu temas estratégicos e os preparativos para a conferência mundial, que acontece em julho de 2019

Entre os dias 3 e 5 de abril, o Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e atuação em 22 estados e no Distrito Federal – participou de encontro do Conselho de Administração do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu, na sigla original em inglês), realizado na cidade de Sopot, na Polônia.

A instituição foi representada pelo presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Woccu, Manfred Alfonso Dasenbrock, que juntamente aos demais integrantes do Conselho e executivos da entidade, discutiram temas estratégicos para o Woccu e os preparativos para a Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito, que acontecerá este ano nas Bahamas, de 28 a 31 de julho. De acordo com Dasenbrock, a escolha da Polônia como país sede do encontro aconteceu em função da longa história do país com o cooperativismo de crédito, assim como pela sua relevância para o segmento no apoio aos países vizinhos.

“Tivemos a oportunidade de conhecer de perto o trabalho realizado na Polônia pela Associação Nacional de Cooperativas de Poupança e Crédito daquele país, além de trocar experiências e debater temas contemporâneos acerca do cooperativismo de crédito no mundo. O apoio do segmento a regiões que sofreram com desastres naturais e guerras e o relacionamento institucional com entidades como o Comitê de Supervisão Bancária da Basiléia, por exemplo, foram algumas das principais pautas abordadas. Esses assuntos, entre outros como o trabalho desenvolvido pelo movimento global de mulheres, e o programa realizado junto aos jovens cooperativistas, serão alguns dos norteadores da Conferência do Woccu”, afirma Dasenbrock.

Durante o encontro na Polônia, o Woccu aprovou também a entrega do reconhecimento Distinguished Service Award para a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), reconhecendo a entidade pelos serviços prestados em prol do cooperativismo de crédito, em âmbito nacional e internacional. A honraria foi indicada anteriormente pelo Sicredi ao Woccu, que, por meio de um projeto, ilustrou a atuação da OCB em promover a disseminação do segmento, aproximando entidades ligadas a este ramo do cooperativismo e, consequentemente, fortalecendo-o como um todo dentro e fora do Brasil. O prêmio de distinção será entregue à OCB durante a Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito, em julho.

“O reconhecimento do Woccu leva em consideração todo o trabalho de cooperação da OCB em subsidiar o sistema de cooperativas de crédito no mundo, auxiliando-as em seu desenvolvimento e promovendo o modelo brasileiro de governança corporativa para outros países, como Uganda, México, Equador, Cuba, entre outros”, destaca Dasenbrock.

Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).
*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. 

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Cresol realiza grandes eventos na sua sede em Francisco Beltrão/PR

12 de Abril de 2019, 19:20, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

Assembleia, homenagens, lançamento da nova Missão, Visão e Valores e Seminário marcaram a semana da cooperativa.

A Cresol reuniu esta semana na sua sede nacional os presidentes do Sistema Cresol para a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária da Central, lançamento da nova Missão, Visão e Valores e para o Seminário Cenários do Cooperativismo Brasileiro, que trouxe personalidades do ramo cooperativista para palestras e painéis com temas que vão contribuir para o planejamento 2020/2025 da Cresol.

Na quarta-feira, 10, os presidentes do sistema se reuniram para a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de prestação de contas do ano de 2018. A reunião foi realizada no auditório da Cresol e reuniu conselheiros dos dez Estados onde o Sistema está presente – Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Rondônia e Amazonas.

Homenagens e lançamento da nova Missão, Visão e Valores

Também na quarta-feira, a Cresol homenageou ex-presidentes de cooperativas pelo trabalho desenvolvido e pela colaboração na nova estruturação do Sistema. Além do momento de homenagens, a noite foi marcada pelo lançamento da nova missão, visão e valores da Cresol que foi apresentada pelo Presidente Cresol Baser, Alzimiro Thomé, e pelo Diretor Superintendente Adriano Michelon.

Para o Diretor Superintendente da Central Cresol Baser, Adriano Michelon, com a nova missão a Cresol não perde sua essência, mas sim adapta seu propósito. “Hoje a Cresol é para todos, a cada ano nos preparamos para melhor atender nosso cooperado, com as soluções financeiras que atendam ao produtor rural, o público urbano, além do pequeno e grande empreendedor. Não esquecemos de onde viemos e não perdemos a nossa essência, nosso foco continua sendo o relacionamento com o cooperado”, destacou Michelon.

Seminário Cenários do Cooperativismo Brasileiro

A quinta-feira, 11, iniciou com o Seminário Cenários do Cooperativismo Brasileiro que teve a participação de mais de 200 pessoas e trouxe como palestrantes o Diretor-Presidente do Bancoob, Marco Aurélio Borges de Almada Abreu, que deu início as atividades do dia com a palestra sobre a “visão estratégica dos desafios do momento”. O secretário adjunto do Ministério da Agricultura, José Ângelo Mazzillo Junior; Lúcio Faria, diretor-executivo do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop); Renato Nobile, Superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Cledir Magri, Presidente da Cresol Confederação, também abordaram sobre as tendências para o futuro do cooperativismo brasileiro.

O Presidente da Central Cresol Baser, Alzimiro Thomé, fez uma avaliação muito positiva do evento. “O tema do seminário, cenários do cooperativismo brasileiro, foi perfeitamente destacado pelos nossos palestrantes convidados que possuem uma grande bagagem para falar do assunto. Tenho certeza que os nossos presidentes e conselheiros aproveitaram o evento e agora levarão essas novidades para as suas cooperativas”, destacou o presidente.

Adriano Michelon, Superintendente da Cresol, avaliou o seminário como positivo para o momento da Cresol. “Nosso desafio foi trazer pessoas com larga experiência, como o presidente do Bancoob e um membro do Ministério da Agricultura. A Cresol vive um momento especial, mas é preciso se reinventar pois a tecnologia e as mudanças estão aí e nós buscamos um equilíbrio entre eficiência financeira e capacidade de relações com a comunidade”, finalizou o superintendente.

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Gestão de Pessoas em Cooperativas, Desenvolvimento territorial, Finanças Solidárias, Crédito, Crédito e finanças
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