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31 de Janeiro de 2013, 0:00 , por Rede Ola.coop.br - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

A cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada por uma associação autônoma de pessoas unidas voluntariamente, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, sem fins lucrativos, constituída para prestar serviços a seus associados.

Assim, essa comunidade online é um ambiente digital voltado para promoção e diálogos sobre esse ramo do Cooperativismo.


 


Sicredi lidera categoria ‘IPCA no Curto Prazo’ no Top 5 do Banco Central

17 de Junho de 2019, 18:45, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

O Banco Central do Brasil (BCB) divulgou na última sexta-feira, dia 7 de junho, o Top 5 Mensal relativo a maio com as principais instituições financeiras em relação às expectativas de mercado. Na categoria “IPCA no Curto Prazo”, a liderança ficou para o Sicredi, que obteve o menor erro de previsão nos últimos seis meses. A instituição financeira cooperativa, que tem mais de 4 milhões de associados e atua em 22 estados e no Distrito Federal, também figura nas categorias “Taxa de Juros Selic” em curto e médio prazo.

Em fevereiro deste ano, o Sicredi ainda foi destaque no Top 5 consolidado de 2018, com as projeções econômicas mensais mais consistentes ao longo do ano passado. Participaram da lista mais de cem organizações, incluindo as maiores instituições financeiras e consultorias de economia do País. Na ocasião, o Sicredi integrou a lista dos cinco primeiros em expectativa de inflação nas categorias “IGP-M (Atacado) – em Curto Prazo” (3ª posição) e Médio Prazo (5º lugar) e nas projeções da “Taxa de Juros Selic” (5ª colocação).

Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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Cooperativismo no crédito rural saltou de 9% para 17,2%

17 de Junho de 2019, 11:12, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

Impulsionadas por uma estratégia concentrada nos principais polos do agronegócios espalhados pelo interior do país, as cooperativas de crédito viram seus desembolsos de crédito rural dobrarem nas últimas seis safras e superarem R$ 27 bilhões no ciclo atual (2018/19). O avanço ultrapassa com folga o crescimento dos outros agentes que atuam nesse mercado e já incomoda tanto o Banco do Brasil, líder histórico no segmento, quanto as instituições privadas que também estão fortalecendo sua atuação no campo.

Com o crescimento, a fatia do ramo cooperativo no volume total de financiamentos liberados ao setor agropecuário saltou de 9%, na safra 2013/14, para 17,2% agora, de acordo com dados do Banco Central. O incremento médio, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi de 8,8% ao ano em valores deflacionados, enquanto o BB amargou queda de 3,4% ao ano e os bancos privados registraram baixa de 5,3% no intervalo.

E o avanço tende a continuar acelerado, sobretudo diante da maior concorrência no segmento estimulada pelo governo. Nesse contexto, o perfil mais simplificado de gestão, com executivos mais próximos dos cooperados e estrutura de gerência menor e menos burocrática, é uma das vantagens competitivas do setor cooperativista, de acordo com especialistas.

“As cooperativas de crédito são muito mais leves que os bancos tradicionais. Conseguiram furar o bloqueio de um grupo muito fechado de bancos e são, hoje, as que mais estão ganhando ‘share’ no crédito rural, crescendo a uma taxa de dois dígitos há um bom tempo”, diz o economista Antônio da Luz, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Atualmente, 437 cooperativas de crédito atuam no segmento rural no país. Em cerca de 600 municípios, segundo dados da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), elas atuam praticamente sozinhas, e em boa parte com agências digitais. Márcio Freitas, presidente da entidade, reforça que em muitos casos essa atuação se dá onde não há nenhuma outra agência bancária. “Estamos ocupando espaços que, muitas vezes, os bancos não querem. E é aí que as cooperativas são mais competitivas”, diz.

A maioria das cooperativas de crédito sempre emprestou aos produtores rurais por meio dos dois bancos cooperativos em operação no país (Bancoob e Sicredi). Mas há algumas que operam sem esses bancos. São as chamadas “solteiras”, ligadas a cooperativas de produção, como a Credicoamo, que recentemente receberam aval para captar poupança para o crédito agrícola.

“Enquanto alguns bancos deixaram de crescer nos últimos anos, estamos inseridos na atividade econômica dos pequenos municípios, onde o agronegócio é pujante e tem ficado um pouco alheio às crises”, afirmou ao Valor João Tavares, presidente do Banco Cooperativo Sicredi.

Guarda-chuva para 114 cooperativas de crédito como a Credicitrus – líder nas contratações de crédito rural entre as cooperativas financeiras -, o Sicredi tem hoje 1,7 mil agências no país e mantém uma carteira de crédito rural de R$ 22,1 bilhões, ou 40% de toda sua carteira de crédito. Em 2018, o Sicredi cresceu 27,7% na comparação com o ano anterior.

Com forte atuação na região Sul, o Sicredi, que tem 81,2% de suas agências no meio rural, busca agora avançar em São Paulo, Minas Gerais e no Nordeste, e também em cidades onde é a única instituição financeira. Com boa penetração entre pequenos e médios produtores e “funding” baseado em poupança rural e depósitos à vista, o Sicredi vê um crescimento cada vez maior dos empréstimos com Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

No Bancoob, as LCA já despontam como principal fonte de recursos, o que comprova que os bancos cooperativos também estão antenados na maior demanda por recursos a juros livres com o patamar baixo da taxa básica de juros (Selic). Oriundo de cooperativas do Sudeste, o Bancoob conta com uma carteira de R$ 15,2 bilhões no crédito agrícola e vem crescendo cerca de 14% ao ano nas últimas seis safras – das 430 cooperativas do sistema Sicoob, 80% operam com crédito rural.

“Nossa atuação no crédito rural, que era nada há 20 anos, fez empurrar o ‘share’ do BB para baixo. E estamos na frente dos privados, porque adquirimos uma experiência maior operando sistematicamente nesse setor em escala nacional há 22 anos”, afirma Marco Aurélio Almada, presidente do Bancoob.

Fonte: Valor Econômico com adaptação da MundoCoop

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Sobre paradigmas, inovação e o resgate do precedente cooperativo, por Ênio Meinen

16 de Junho de 2019, 11:30, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

“Troque suas folhas, mas não perca suas raízes. Mude suas opiniões, mas não perca seus princípios.” (Victor Hugo)

Está correto o diagnóstico que aponta que o cooperativismo financeiro, por aqui, precisa ampliar a sua presença na sociedade, seja pela expansão do quadro social, seja pela densificação do relacionamento negocial com os cooperados. Para assegurar atratividade, terá de melhorar a sua eficiência operativa, racionalizando, consolidando e interconectando as suas múltiplas estruturas de 1º, 2º e 3º níveis (em busca da economia de escopo e do ganho de escala); dar os últimos retoques em seu portfólio comercial; aprimorar os seus processos operacionais, de apoio, de segurança e de acessibilidade ao negócio; qualificar a sua força de trabalho e conferir autenticidade à sua comunicação – deixando de falar como banco e assumindo a narrativa cooperativa. É isso!

No mais, como solução vanguardista para os cidadãos e empreendedores, o cooperativismo chegou bem antes, precisamente há 175 anos, e mantém-se jovem. Na dicção de Robert Shiller, Prêmio Nobel de Economia em 2013, “o movimento cooperativo constitui uma inovação essencial para uma boa e nova sociedade. É, portanto, uma iniciativa sempre atual para esse propósito, uma vez que, embora reconheça a livre iniciativa, não tem o lucro como objetivo… Cooperativismo é sinônimo de boa sociedade” (pronunciamento durante a Segunda Cúpula Mundial do Cooperativismo. Quebec, Canadá, 7 de outubro de 2014).

Economia colaborativa, compartilhada ou de rede; capitalismo consciente; nova economia; responsabilidade socioambiental; descentralização; desintermediação; protagonismo do usuário; horizontalização; user centric; customer experience; employee experience etc., muito citados como novidades no ambiente corporativo, não são nada originais para o mundo da cooperação.

Disrupção, nesse contexto, é a expressão-síntese do momento, e vem associada à seara tecnológico-digital. O cooperativismo é disruptivo desde o seu nascedouro, e o seu pioneirismo, além de mais abrangente e impactante, ainda não foi secundado. Com efeito – e aqui se desconsideram, em razão de seus reais objetivos, por exemplo, as encenações midiáticas de agentes mercantis proclamando-se educadores financeiros –, não se conhece fora da cooperação um modelo organizacional que combine, em equilíbrio, empreendedorismo econômico (progresso material) e desenvolvimento social (cidadania). Vale lembrar que o protagonismo cooperativo, ao promover a inclusão (especialmente em comunidades remotas e low tech) e a distribuição de renda, gerando valor compartilhado, é fundamental para mitigar o crescente processo de concentração de riqueza, que, por sinal, se acentua com a “revolução” tecnológica. Em síntese, cooperativismo é a equação da economia social ou, por outra, o expoente da economia solidária.

Mas, se quisermos falar em precedência no campo tecnológico, o cooperativismo financeiro também tem suas contribuições. Chegou antes de todo mundo, por exemplo, no acesso a extratos e consultas de saldos por meio do Facebook e na identificação biométrica para utilizar o mobile banking, além de, neste momento, estar no pelotão de frente dos instituidores da rede blockchain do sistema financeiro nacional (RBSFN). Tudo o mais para uma boa experiência do usuário/cooperado ou as cooperativas financeiras já dispõem, ou estão em vias de ter, pois a imitação nesse campo é muito simples e usual… A única diferença, tomando como referência a capacidade de investimento, é o fato de as cooperativas fazerem mais com muito menos (a relação é de R$ 1,00 para R$ 10,00 dos gigantes da indústria) e, por vezes, melhor – alguns de seus aplicativos, como os apps bancário e de gestão de cartões, estão entre os mais bem avaliados do mercado. Portanto, pode-se afirmar que até mesmo nesse particular são inovadoras!
Em termos de ineditismo operacional, e apenas para mencionar um exemplo, recentemente se anunciou como novidade – no interesse dos portadores –, por imposição normativa oficial, a conversão das transações internacionais com cartões pelo dólar do dia da compra. No cooperativismo financeiro, que efetivamente se volta para o interesse dos seus usuários (cooperados), essa prática já tem mais de dez anos!

Cashback. Eis, também, uma suposta “revolução” no segmento bancário, proclamada por uma das mais badaladas instituições digitais entre nós. A “invenção” consiste na devolução, em espécie, de parte de tarifas e comissionamentos de transações financeiras, uma vez cumprida uma lista interminável de pré-condições. Ocorre que as cooperativas, a partir da concepção, em Rochdale, têm na sua essência o partilhamento integral e incondicional do resultado, direta ou indiretamente, com aqueles que geram o excedente e na proporção que o fazem, sem contar a prática da justa precificação já na contratação das operações e dos serviços.

Crowdfunding é como foi (re)batizada a iniciativa para a mobilização coletiva de recursos destinados a projetos econômicos e sociais. No cooperativismo, desde 1.844, essa ação – que se confunde com a própria cooperação – leva o nome de ajuda mútua.

Suitability (associado à política do “conheça seu cliente”) e disclosure são virtudes muito invocadas atualmente, dadas algumas práticas desleais no mercado financeiro, seja em relação aos usuários, seja na relação concorrencial. O exemplo último é o que envolve a adquirência bancária (maquininhas de cartões). No cooperativismo, dado que o cliente é o dono do negócio, e a transparência um de seus valores universais, não se cogita impingir soluções que não se adequem às necessidades e às condições do tomador, e muito menos disseminar inverdades.

Ainda nessa linha, fala-se agora em foco DO cliente (em vez foco NO cliente). Há bancos mudando até mesmo o conceito mercadológico, para dar a impressão de que o cliente, agente passivo/coadjuvante por definição, terá alguma voz. Ora, no cooperativismo o foco sempre foi DO cooperado (sem negligenciar o caminho inverso), uma vez que ele é o dono do empreendimento.

Accountability é outro atributo que vem sendo enaltecido como elemento virtuoso na cultura organizacional. No cooperativismo, a ética, a responsabilidade pessoal e a prestação de contas assumem relevância tal a ponto de integrar os direcionadores doutrinários do movimento, compondo o rol de valores da causa.

Stakeholders, já não tão recente, é também vocábulo bastante recitado entre nós quando nos referimos ao público de interesse da/na empresa. O cooperativismo, preocupado com o seu entorno desde sempre, tem uma designação própria para o seu mundo relacional, inclusive versada na língua pátria. Trata-se do interesse pela comunidade, o 7º de seus princípios universais.

Ownership, por fim, também vem permeando, com recorrência, o vocabulário corporativo. Não faz muito, uma conhecida empresa da área bancária, “inovando” em suas práticas de empoderamento, doou algumas ações a funcionários, esperando maior engajamento com vistas a melhorar a experiência relacional com os clientes. Parece que não deu certo… Do lado do cooperativismo financeiro, os funcionários, todos, desde que ingressam nas entidades, são coproprietários – em igualdade de condições com os demais cooperados –, assumindo naturalmente a condição de pertencimento.

Estes são apenas alguns exemplos de expressões, ações e movimentos saudados como inéditos, mas que no mundo cooperativo já vêm conhecidos, e aplicados, de longa data.

Não podemos, é claro, acomodar-nos ou inebriar-nos com o que já conquistamos. Devemos estar receptivos ao novo, especialmente sobre o “como fazer”, assimilando a transformação digital em curso (tsunami high tech), internalizando e aprimorando processos e modelos de negócios que impliquem melhores experiências para os cooperados – mas sob a ótica e a escolha destes (donos experience, que também devem ter a opção high touch!) –, sem o que não evoluiremos e nem caminharemos, pessoalmente e com as nossas instituições, para o futuro. Também temos de reconhecer, e enaltecer, o esforço dos atores cujas receitas, hoje, reeditam as quase bicentenárias práticas cooperativistas para a edificação de um mundo melhor.

Mas se rever a forma é essencial para o nosso negócio, preservar o DNA (da cooperação) – particularmente no que se refere ao compromisso com a prosperidade econômica e o desenvolvimento social nos territórios e de seus públicos – é fundamental, mesmo porque não passível de digitalização, robotização, automatização ou reprodução por qualquer forma. Ou seja, não corre o risco de virar commodity… Além disso, estamos falando de uma proposta que tem a simpatia de 1 entre cada 6 habitantes do Planeta; que só nos Estados Unidos conquista 4,5 milhões de membros a cada ano apenas no segmento financeiro e que emprega 20% mais trabalhadores que a soma das multinacionais ao redor do mundo. Certamente, o mutualismo cooperativo não é uma ideia ultrapassada, mas a própria, substancial e permanente inovação!

Os que operamos no meio não podemos deslumbrar-nos com os alaridos modistas (hypes, buzzwords…); guiar-nos simplesmente pelas fórmulas e soluções-padrão ditadas em atacado; curvar-nos incondicionalmente diante dos profetas do futuro – não raro, por nós regiamente remunerados para adivinhar o que supostamente vem por aí… –, ou aderir imprevidentemente ao livro-texto e aos best-sellers da hora. Muito menos, aceitar a ideia de que o “novo” (fintechs, bigtechs, beBanks, bancos digitais, Alexas, Bias e outros componentes do universo inorgânico e selfservice) desqualifica as instituições (financeiras) cooperativas ou as levará à morte.

Precisamos – sobretudo, eu diria – (re)aprender e apreender o cooperativismo, propósito em si; simples, inclusivo, justo, acessível (até mesmo na linguagem) e, reitere-se, sempre contemporâneo – basta um olhar para a Agenda BC#, do Banco Central do Brasil … –, porquanto centrado nas pessoas, ativo resiliente e que jamais deprecia. Além de pouco conhecê-lo, alguns de nós, lamentavelmente, ainda lhe temos preconceito.

É nosso dever, a toda hora e em todo lugar, evidenciar, incentivar e, mais que isso, exercitar as características e os precedentes do nosso modelo societário e operacional, pois essa é a nossa identidade, o que nos torna únicos, verdadeiramente originais. Enfim, não podemos colaborar para o triunfo da concepção mercantil, ou converter-nos em uma mera plataforma digital – mais do mesmo! Como ensina a canção de Nando Reis, se formos como os outros, todos iguais, “nossos rostos singulares haverão de se tornar vulgares em meio à multidão”.

Portanto, voltando ao início, preservemos o conteúdo, falemos mais sobre nós e, para “surfar a onda”, atualizemos a forma. Isso nos manterá à frente!

————————————-

Ênio Meinen, coautor (com Márcio Port) do livro Cooperativismo financeiro: percurso histórico, perspectivas e desafios, e autor de Cooperativismo Financeiro: virtudes e oportunidades. Ensaios sobre a perenidade do empreendimento cooperativo, livro este também versionado no idioma inglês sob o título Financial cooperativism: virtues and opportunities. Essays on the endurance of cooperative entreprise (todos da editora Confebras, lançados em 2014, 2016 e 2018, respectivamente).

Nota: Este texto, do qual sou mero porta-voz, foi construído a muitas mãos, sendo fruto de um verdadeiro protagonismo coletivo. Grato a todos que, direta e indiretamente, cooperaram!

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Sicredi conquista Prêmio Efinance 2019 com projeto que aproxima associados do modelo cooperativista

13 de Junho de 2019, 20:10, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 44 comentários

Case de Tecnologia da Informação foi contemplado na categoria “Governança”

O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal – foi vencedor do Prêmio Efinance 2019, na categoria “Governança”, com o case “Nova Ferramenta para o Programa Pertencer”.

O projeto consiste na estruturação e desenvolvimento de uma nova plataforma – simples, intuitiva, integrada e sistêmica – que melhore a experiência dos usuários, colaboradores do Sicredi, no processo de cadastro e controle dos eventos realizados ao longo do ano, principalmente as assembleias. Momento máximo de participação dos associados nas decisões de suas respectivas cooperativas de crédito, as assembleias ocorrem nos diversos municípios brasileiros onde a instituição atua.

Para os associados, por sua vez, a nova ferramenta proporciona mais agilidade em processos como o registro de suas presenças nas assembleias, auxiliando na sua organização, bem como oportuniza a eles experimentarem novas tecnologias intuitivas e transparentes no processamento de informações das suas respectivas Cooperativas.

Para Romeo Balzan, superintendente da Fundação Sicredi, a iniciativa apoia a entrega da proposta de valor da instituição, de aprimorar o relacionamento cada vez mais ativo, simples e próximo com os associados. Ao mesmo tempo, fortalece o modelo de gestão, que tem, entre outros diferenciais, a participação dos associados nas decisões da sua cooperativa de crédito.

“A ‘Nova Ferramenta para o Programa Pertencer’ representa uma grande evolução no processo de realização das assembleias, desde o início, quando os eventos são cadastrados e os associados convidados, passando pelo registro das presenças, das votações e pesquisa durante os encontros, até o encerramento deles, quando são realizados as contabilizações e o arquivamento de documentos legais. Por isso, a premiação representa um grande reconhecimento ao Sicredi e indica que estamos no caminho certo de nossos objetivos”, afirma Alexandre da Silveira, superintendente de Sistemas do Sicredi.

Em sua 19ª edição, o Prêmio Efinance 2019 é promovido e organizado pela Editora Executivos Financeiros. Uma comissão julgadora, formada por professores especialistas, seleciona e indica os cases vencedores de Tecnologia da Informação (TI) implementados pela indústria financeira – bancos, seguradoras, corretoras, empresas das áreas de crédito, investimentos e meios de pagamentos, fintechs, entre outros players – que mais contribuíram para facilitar o dia a dia dos usuários.

Por dentro do Programa Pertencer

No Sicredi, o modelo de gestão valoriza a participação dos associados, que exercem o papel de donos do negócio, conforme os princípios do cooperativismo. O Programa Pertencer foi criado, justamente, como forma de organizar e estimular essa participação nos processos decisórios dos associados em relação as suas respectivas cooperativas de crédito filiadas ao Sicredi. Com isso, o Programa traz ainda mais transparência para o Sistema como um todo e qualifica a participação desses associados nos rumos e na governança das cooperativas.

O Programa Pertencer também atua na organização dos associados em núcleos, levando em consideração a proximidade geográfica de cada um em função do seu endereço. Essa divisão faz com que todos possam acompanhar a gestão, planejar e participar ativamente das decisões de maneira organizada. Cada núcleo elege um representante, que é chamado de coordenador de núcleo ou delegado, e que tem voto representativo, bem como é responsável por levar as decisões dos demais associados do seu núcleo à assembleia geral da cooperativa de crédito.

Todos os anos, o Sicredi realiza as assembleias de núcleo e assembleias gerais, nas quais são colocados em prática os valores do cooperativismo. Nelas, os principais temas da gestão são debatidos e decididos, como a eleição de representantes, a prestação de contas das cooperativas de crédito e a distribuição dos resultados aos associados, seguindo a lógica de modelo cooperativista, no qual predominam a intensa colaboração e participação. Neste ano, foram realizadas em todo o Brasil mais de 1.500 assembleias, com a participação de mais de 500 mil pessoas. Algumas assembleias chegam a receber mais de mil pessoas.

Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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Lançada a Agenda BC#

11 de Junho de 2019, 11:30, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, anunciou na quarta-feira (29/05) uma série de medidas para melhorar a saúde financeira do brasileiro e, por consequência, a economia do país. Ao lançar a Agenda BC#, baseada em quatro pilares (inclusão, competitividade, transparência e educação), o executivo destacou a atuação das cooperativas de crédito.

Segundo ele, o modelo é ideal para incluir mais brasileiros no Sistema Financeiro Nacional (SFN), por isso, é uma das estratégias do Banco, localizadas no pilar Inclusão. De acordo com o IBGE, ainda há cerca de 60 milhões de pessoas ‘desbancarizadas’ no país, ou seja, cerca de ¼ da população ainda é considerada “sem-banco”.

Presentes em praticamente 100% do território brasileiro, as cooperativas de crédito possuem, juntas, a maior rede de atendimento bancário do país e um portfólio de produtos e serviços (tais como: conta corrente, empréstimos, financiamentos, investimentos, planos de previdência e seguros) similar à dos demais integrantes do SFN, mas com juros e taxas cerca de 30% menores.

Além de economia, as cooperativas oferecem inclusão e educação financeira a cerca de 11 milhões de brasileiros, muitos deles moradores de uma das dezenas de cidades onde elas são as únicas instituições financeiras presentes. Só na última década, o número de pessoas que se vincularam à uma cooperativa se crédito cresceu praticamente 180%.

Um desses brasileiros é o economista Daniel Lopes. Segundo ele, as cooperativas de crédito só oferecem vantagens para os cooperados. “Além de ter uma lista bem interessante de produtos, também tem um atendimento diferenciado e, ainda, me dá a oportunidade, como cooperado, de participar do processo de gestão, pois sou um dos donos do negócio”, comemora.

Outro aspecto que torna uma cooperativa de crédito a alternativa mais viável para cidadãos e empreendedores que buscam opções mais vantajosas no Sistema Financeiro Nacional, é o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Criado para assegurar valores de até R$ 250 mil, por depositante, em casos de intervenção ou liquidação extrajudicial, o fundo trouxe mais segurança institucional, credibilidade e competitividade para todo o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).

Essa nova agenda, baseada em inclusão, competitividade, transparência e educação veio para substituir a chamada Agenda BC+ que, até então, era o norteador da autoridade supervisora do SFN. Assim, o Banco Central do Brasil atuará, em conjunto com as cooperativas, em três grandes vetores: 1) Fomento de atividades e negócios; 2) Aprimoramento da organização sistêmica e promoção do aumento da eficiência do segmento; e 3) Aprimoramento da gestão e da governança.

Para o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o que os brasileiros mais querem são juros baixos duradouros, serviços financeiros melhores e a participação de todos no mercado, ou seja, democratização financeira. Ele explicou que a Agenda BC# reúne uma pauta de trabalho centrada na evolução tecnológica para desenvolver questões estruturais do sistema financeiro.

A reformulação da agenda foca em quatro aspectos:

INCLUSÃO: Facilidade de acesso ao mercado para todos: pequenos e grandes, investidores e tomadores, nacionais e estrangeiros.

COMPETITIVIDADE: Adequada precificação por meio de instrumentos de acesso competitivo aos mercados.

TRANSPARÊNCIA: No processo de formação de preço e nas informações de mercado e do BC.

EDUCAÇÃO: Conscientização do cidadão para que todos participem do mercado e cultivem o hábito de poupar.

E os detalhes dos pilares e das ações que compõem cada um podem ser visualizados aqui. Já o pronunciamento completo do presidente do Banco Central, pode ser visualizado por aqui.

Informe OCB.  Fonte: cooperativismo.org.br

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Gestão de Pessoas em Cooperativas, Desenvolvimento territorial, Finanças Solidárias, Crédito, Crédito e finanças
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