Ir para o conteúdo
ou

Tela cheia Sugerir um artigo
 Feed RSS

Blog

31 de Janeiro de 2013, 0:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
A cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada por uma associação autônoma de pessoas unidas voluntariamente, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, sem fins lucrativos, constituída para prestar serviços a seus associados. Assim, essa comunidade online é um ambiente digital voltado para promoção e diálogos sobre esse ramo do Cooperativismo.

Educação Cooperativa Para quê e Por quê?

2 de Agosto de 2017, 18:00, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

Educação Cooperativa foi tema da Disciplina Paradigmas da Cooperação, ministrada pelo professor Paulo Albuquerque, na Especialização em Cooperativismo da Unisinos em sua 34ª edição. Os 26 estudantes, a maioria proveniente do meio cooperativista, identificaram como um dos desafios contemporâneos do cooperativismo: a educação.

A dificuldade de educação cooperativa eficaz aparece em destaque e surge como espaço de tensão pela desconexão existente entre discurso e prática; materializado na dificuldade das cooperativas em suas áreas de comunicação de encontrar soluções efetivas para este descompasso. A educação continua sendo, no Brasil, um dos maiores desafios. Seja por extrema pobreza ou porque a escola se apresenta como lugar privilegiado da exclusão. De maneira geral, não há uma preocupação em priorizar a educação como ferramenta capaz de promover o desenvolvimento, seja em função dos custos ou do tempo envolvido. Isto ocorre nas famílias, nas instituições, no governo e até com os indivíduos.

Nas cooperativas, não tem sido diferente na definição de prioridades. Tem se sobressaído o pinheiro econômico em detrimento do pinheiro social e bem sabemos que um não vive sem o outro. Uma das razões é as pessoas pensarem mais em si do que no coletivo. Diante da contaminação de modelos econômicos focados no resultado, o tema social – educação – gera menor interesse e falta de investimento. Isto tem gerado um desinteresse dos gestores, associados e colaboradores no pilar social.

A falta de conhecimento sobre cooperativismo também tem relação com as dificuldades de comunicação. Há pouca divulgação sobre o que é cooperativismo e consequentemente do seu poder de transformação na sociedade. Também não há compartilhamento de informação de forma ampla e uniforme para todos os associados.

O desafio para as novas gerações é como construir referências associativas e solidárias em um mundo competitivo que desconhece o cooperativismo afastando o público jovem deste modelo econômico. As cooperativas têm crescido em número de associados e geograficamente, entretanto, nota-se uma dificuldade de articulação estratégica entre as diferentes instâncias de governança do sistema.

Outro motivo desta ausência está na falta de compromisso gestionário com os pressupostos de uma pedagogia política voltada para a cooperação, pois há grupos que se apropriam do modelo apenas pelas vantagens econômicas não se preocupando com as responsabilidades sociais. O desconhecimento dos processos cooperativistas faz com que os cooperados e associados percam o interesse neste sistema, não exercendo assim seus direitos e obrigações. Seu
efeito está na desestruturação das cooperativas e no baixo poder de transformação na sociedade.

Verifica-se o estímulo à promoção de mão de obra e produtos da região, auxiliando no crescimento da comunidade local, quando vivencia o pensamento cooperativista, oportunizando um desenvolvimento social econômico mais abrangente, assim como crescimento pessoal e coletivo refletindo na qualidade de vida.

A fragilidade de uma proposta educativa induz ao desinteresse para a cooperação, promove o individualismo e a falta de unidade entre os associados em detrimento das ações coletivas.

Neste sentido, pensar Educação Permanente, desde a educação básica aparece como conceito a ser trabalhado nos espaços de capacitação cooperativista por implicar na articulação dos saberes e fazeres existentes na comunidade, só possível se cada um assumir que na cooperação está a possibilidade de ruptura dos limites de um contexto de crise ou de dificuldades.

Desta forma, empoderar o associado através educação cooperativista é romper com as barreiras do poder e proporcionar uma sucessão qualificada do cooperativismo.

Turma 2017-1 Especialização em Cooperativismo 34º Edição

Share on:
WhatsApp

O post Educação Cooperativa Para quê e Por quê? apareceu primeiro em Portal do Cooperativismo Financeiro.



Sescoop/SP reúne dirigentes de cooperativas de crédito em Ribeirão Preto

29 de Julho de 2017, 0:06, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

Evento abordará inovações do mercado financeiro, com o advento das “fintechs”, e os impactos para o cooperativismo de crédito

São Paulo, julho de 2017 – O Sistema Ocesp, com o apoio do Conselho Consultivo do Ramo Crédito (Ceco/SP), realiza a quinta edição do Encontro de Dirigentes das Cooperativas de Crédito Paulistas. O evento acontecerá no dia 4 de agosto em Ribeirão Preto, cidade que é polo de desenvolvimento do interior paulista, onde estão sediadas algumas das cooperativas de crédito mais importantes do Brasil.

A expectativa é reunir cerca de 100 participantes, entre presidentes, conselheiros e dirigentes cooperativas de crédito paulistas. Na ocasião, serão debatidas as oportunidades e os desafios futuros para o setor, diante das transformações do atual cenário político-econômico brasileiro.

Será um dia dedicado à discussão de temas essenciais ao desenvolvimento do cooperativismo de crédito no Estado de São Paulo, com a presença de cooperativistas, representantes dos órgãos reguladores, acadêmicos e especialistas do mercado financeiro.

A programação deste ano privilegiará o formato de talk-show, ampliando o espaço para o debate e a troca de experiências sobre os temas: regulação, representação política e institucional das cooperativas brasileiras, inovação no setor financeiro e oportunidades e desafios no cenário atual e futuro.

Serviço:

  • V Encontro de Dirigentes do Cooperativismo de Crédito Paulista
  • Data: 4/8/17
  • Horário: 8h30 às 18h
  • Local: Hotel JP Ribeirão Preto
  • Endereço: Rodovia Anhanguera, Km 307, S/N – Jardim Roberto Benedetti
  • Informações: http://sescoopsp.com.br/pages/credito/
Share on:
WhatsApp

O post Sescoop/SP reúne dirigentes de cooperativas de crédito em Ribeirão Preto apareceu primeiro em Portal do Cooperativismo Financeiro.



Conheça a FNCC – Federação Nacional das Cooperativas de Crédito e suas singulares

12 de Julho de 2017, 18:57, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

A FNCC – Federação Nacional das Cooperativas de Crédito é uma cooperativa de segundo grau e conta com mais de 75 mil sócios, sendo registrada na Ocesp e filiada à Confebras.

Com o intuito de sempre buscar a melhoria na gestão das cooperativas, com alternativas alinhadas aos valores cooperativistas, a FNCC segue construindo boas soluções e com isso vai crescendo ao lado de suas singulares.

Entre os diversos serviços oferecidos pela Federação estão gestão de ouvidoria, consultoria técnica e jurídica, apoio à gestão da singular, representatividade e parcerias estratégicas.

Veja a seguir quais são as cooperativas filiadas à FNCC:

• Cecreb;
• Cogem;
• CoopCargill;
• CoopEricsson;
• CooperABB;
• Cooperativa Fecom/ Sesc/ Senac;
• Cooperativa Reckitt Benckiser;
• Cooperativa Schaeffler;
• CooperFemsa;
• CooperJohnson;
• CrediBASF;
• Credibesp.
• Credi SG;
• Credvista;
• Sicoob Cecres.



Negócios sustentáveis e o cooperativismo, por Sandro Roque

12 de Julho de 2017, 18:45, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

Em meio às incertezas da economia no país e no mundo, é possível perceber a urgência da mudança nas relações de consumo e produção que priorizam o desenvolvimento responsável e benefícios a longo prazo. Diante deste cenário, o conceito de economia sustentável ganha força para identificar novas estratégias que permitem utilizar os recursos – sejam financeiros ou naturais – de forma eficiente e responsável.

Além de iniciativas que contribuem para o avanço da economia, a ampliação dos negócios sustentáveis ocorrerá a partir da responsabilidade social e ambiental das instituições e de uma mudança cultural por parte dos empreendedores, além da implantação de um modelo econômico diferenciado, como o cooperativismo de crédito.

O cooperativismo se mostra como um poderoso agente na geração de negócios sustentáveis, pois promove a participação nos resultados aos seus cooperados com taxas diferenciadas e interesse pela comunidade. No modelo cooperativista financeiro, o capital é apenas o meio para gerar soluções compartilhadas entre os associados, os quais são os verdadeiros donos do negócio.

No último dia 1º, foi celebrado o 95º Dia Internacional do Cooperativismo. O tema deste ano, divulgado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), destaca a inclusão e o compromisso das cooperativas de desenvolverem as regiões onde atuam, pautado pelo sétimo princípio cooperativista e praticado no dia a dia das instituições que trabalham com esse modelo.

A economia sustentável será realidade quando os recursos financeiros disponíveis passem a ser utilizados de forma responsável, não visando apenas o lucro, mas avaliando os riscos da operação para a comunidade local, sejam na atmosfera social, econômica ou ambiental. A médio e longo prazo, a atenção para esses itens possibilita um avanço no investimento da comunidade, além de proporcionar o bom funcionamento e viabilidade dos negócios.

* Sandro Roque é diretor executivo da Central Sicoob UniMais, instituição financeira cooperativa com mais de 40 mil cooperados, localizada no estado de São Paulo



COSO, as três linhas de defesa e as cooperativas financeiras, por Alexandre Euzébio Silva

11 de Julho de 2017, 12:00, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

Em 2015, o The Committe of Sponsoring Organizations – COSO, publicou um documento com o título de “Utilizando o COSO através das Três Linhas de Defesa”. O documento é disponível de forma gratuita e pode ser baixado no COSO website.

De forma objetiva e para quem não atua na área de controles internos, o COSO é uma organização sem fins lucrativos, dedicada a melhoria dos relatórios financeiros, sobretudo pela aplicação da ética e efetividade do cumprimento dos controles internos e é patrocinado pelas cinco das principais associações de classe de profissionais ligados à área financeira nos EUA.

Em decorrência da globalização e padronização internacional das técnicas de auditoria, as recomendações do COSO, relativas aos controles internos, bem como seu cumprimento e observância, são amplamente praticados e tidos como modelo e referência no Brasil e na maioria dos países do mundo.

Voltando ao documento, os autores relatam que foi uma colaboração entre o COSO e o Institute of Internal Auditors – IIA com sede na Flórida ( EUA) e que possui o seu representante no Brasil, sendo o Instituto dos Auditores Internos do Brasil – IIA Brasil.

O objetivo do documento é de ajudar as organizações a aperfeiçoarem as suas estruturas de governança, mapeando os princípios de controles internos do COSO através das 3 linhas de defesa introduzidas pelo IIA. Isso pode contribuir na melhoria da eficácia dos sistemas de gerenciamento de riscos, por meio de uma melhor comunicação entre as áreas de gerenciamento de riscos com as áreas de controles. Assim, para atingir isso, o meio pelo qual o documento se esforça, é descrevendo os papéis e os deveres básicos das estruturas de gestão de riscos e de controles.

Em linha com o pensamento de gerenciamento de riscos contemporâneo e com os objetivos do COSO, o documento coloca a realização dos objetivos organizacionais no topo das prioridades de cada organização e destaca os eventos e as circunstâncias potenciais que possam ameaçá-los. Isto também é relacionado aos riscos que surgem como resultado desses eventos potenciais, juntamente com sua identificação, avaliação e controle. Estes pontos constituem a base do COSO, porém um ponto que não faz parte, é endereçar quem deverão ser os responsáveis para os deveres específicos delineados. As 3 linhas de defesa, dizem os autores do documento, podem preencher as lacunas e ajudar a colocar os papéis no COSO.

O artigo descreve então o modelo de 3 linhas de defesa explicando como ele identifica as principais funções de controle e risco. Todas as 3 linhas de defesa compartilham o mesmo objetivo final, de ajudar a organização a alcançar seus objetivos com gerenciamento efetivo do risco. Cada linha tem seus próprios papéis e responsabilidades únicas, mas elas devem compartilhar informações e coordenar os esforços em risco, controle e governança.

As três linhas de defesa estão descritas da seguinte forma:

Primeira linha de defesa

Esta é a responsabilidade direta alta administração executiva e operacional, os principais “proprietários” de riscos e dos métodos usados para gerenciá-los. Suas atividades incluem a definição de:
• Controles de gestão; e
• Medidas de monitoramento interno.

Segunda linha de defesa

A segunda linha também está sob a responsabilidade da alta administração, mas é apropriado que seja executada por outros, que terão alguma independência enquanto ainda informam principalmente a alta administração. Eles definirão a estratégia de implementação, incluindo políticas e procedimentos, serão responsáveis pela conformidade e têm experiência em gerenciamento de riscos e de controles. Enquanto a primeira e a segunda linha têm diferentes responsabilidades de risco, é essencial que eles compartilhem informações e trabalhem em equipe. As atividades de monitoramento da segunda linha podem se estender a modificação dos controles e as medidas estipulados na primeira linha de defesa, se eles tomarem consciência das falhas no plano de controle planejado. A segunda linha de defesa podem incluir as atividades de:

• Controles internos;
• Segurança da informação;
• Gestão Integrada de Riscos;
• Qualidade;
• Supervisão interna; e
• Compliance.

O tamanho e a natureza da organização determinarão a complexidade das funções acima.

Terceira linha de defesa

A terceira linha de defesa é uma garantia final e, por isso, naturalmente, cai no domínio da auditoria interna. Deve permanecer independente e objetiva, esperando um maior grau de separação da terceira linha com a primeira e segunda linhas de defesa.

Após as visões gerais do COSO e do modelo das 3 linhas de defesa, o documento propõe como alavancar o COSO nas 3 linhas de defesa. Ele faz isso através de uma série de tabelas, uma para cada um dos 17 princípios do COSO.

Em cada tabela, são sugeridas atividades específicas para cada linha de defesa, como sendo apropriadas para o princípio do objetivo COSO. O Princípio 1, por exemplo, lista 3 atividades para a primeira linha de defesa, 1 atividade para a segunda linha de defesa, 4 atividades para a terceira linha e outras 2 atividades para ‘outro’, que podem se referir ao quadro ou a uma auditoria externa ou função reguladora.

Aqui estão alguns exemplos: uma das 3 atividades para a primeira linha de defesa é “Implementar objetivos, programas e atividades relacionados à ética” e parte da atividade para a segunda linha é que os membros podem ser solicitados a investigar erros, integridade e valores éticos. A terceira linha de defesa inclui uma avaliação do “clima ético” da organização e uma das “outras” atividades relaciona-se ao conselho, colocando a responsabilidade nele para estabelecer um “tom efetivo no topo”.

E como as cooperativas financeiras podem tirar proveito do documento citado?

As cooperativas financeiras no Brasil, tem desafios relevantes para serem superados nas áreas de gestão de riscos, compliance e controles internos, assim como, de um novo delineamento das atividades de supervisão realizadas pelas cooperativas centrais, especialmente com a implementação, a partir de 2017, da auditoria cooperativa.

Recentes regulamentações do Conselho Monetário Nacional, desafiam as cooperativas financeiras a mudarem de patamar e caminharem para um maior grau de amadurecimento na governança das suas estruturas e atividades de gestão de riscos e controles.

A Resolução CMN 4.557/17 que trata da Gestão Integrada de Riscos (GIR) e a recente Resolução CMN 4.588/17 que trouxe uma melhor definição da auditoria interna como terceira linha de defesa, são temas que deverão ser debatidos pelas cooperativas financeiras nos próximos meses. Sem contar os antigos, mas sempre atuais desafios, trazidos pela Resolução CMN 4.434/15, quando define as atividades de supervisão das cooperativas centrais e da Resolução CMN 2.554;98 que trata do sistema de controles internos.

O documento divulgado pelo COSO citado neste artigo, pode servir de pano de fundo para que as cooperativas financeiras se apoiem em melhores práticas, quando se debruçarem para estudo dos temas citados. As cooperativas financeiras poderão ganhar em eficácia e eficiência nos processos de reorganização dos papéis a das estruturas de gestão de riscos e de controles.

Em resumo, o documento é direto e fácil de ler. Se você já é familiarizado com as três linhas do modelo de defesa, você provavelmente terá uma boa compreensão das ideias apresentadas ao ler o resumo executivo, a conclusão e algumas das tabelas no apêndice.

Alexandre Euzébio Silva – Contador e especialista em auditoria, controles internos e gestão de riscos no segmento de cooperativas financeiras e autor do livro “Auditoria das Demonstrações Contábeis em Cooperativas de Crédito.



Categorias

Gestã de Pessoas em Cooperativas, Desenvolvimento territorial, Finanças Solidárias, Crédito, Crédito e finanças
Tags deste artigo: crédito finanças banco cooperativa