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31 de Janeiro de 2013, 0:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

A cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada por uma associação autônoma de pessoas unidas voluntariamente, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, sem fins lucrativos, constituída para prestar serviços a seus associados.

Assim, essa comunidade online é um ambiente digital voltado para promoção e diálogos sobre esse ramo do Cooperativismo.


 


Cooperativas brasileiras estão imunes à crise econômica

11 de Outubro de 2017, 17:05, por Iasmin Santana - 0sem comentários ainda

Enquanto o Brasil tenta sair da pior crise econômica de sua história, um setor continua a manter o mesmo desempenho sem se deixar atingir pelos efeitos da recessão econômica. São as cooperativas.

Alguns números provam que as cooperativas continuam sólidas e atrativas. Elas mantêm o mesmo nível de emprego para 372 mil trabalhadores e beneficiam direta ou indiretamente 51,6 milhões de pessoas.

Montagem sobre foto de Jim Makos/Flickr/CC
As cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras em 564 municípios brasileiros; as de eletrificação atendem a 807 municípios e 38% dos brasileiros que têm assistência médica são atendidos por cooperativas de saúde.

As cooperativas transportam 428 milhões de toneladas de produtos por ano e 48% de toda produção agrícola brasileira; quase a metade passa, de alguma maneira, por uma cooperativa agropecuária.

O volume de recursos movimentados pelas exportações realizadas por 240 cooperativas brasileiras soma US$ 5,137 bilhões. O destino dessas exportações são 147 países. Os dados foram revelados pela revista Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2017.

O professor Marcelo Botelho da Costa Moraes, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp) da USP, afirma que as cooperativas ficam mais imunes às crises econômicas porque possuem estruturas mais maleáveis que as empresas e chegam até a absorver parte da mão de obra desempregada, principalmente na área de serviços e agropecuária.

Por Ferraz Junior

Fonte: http://jornal.usp.br/atualidades/cooperativas-brasileiras-estao-imunes-a-crise-economica/amp/

Imagem: Montagem sobre foto de Jim Makos/Flickr/CC



Intercooperação é o futuro do cooperativismo, por Carlos Alberto dos Santos

9 de Outubro de 2017, 11:00, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda
 

Em 27 de setembro, o Rio de Janeiro sediou a Conferência das Lideranças do Cooperativismo de Crédito – CLICC Rio 2020 (www.clicc.net.br/rio2020). O evento aconteceu no auditório da Bolsa de Valores, na Praça XV, coração dos resultados das recentes obras de reurbanização que deram a feição que a cidade, há tempos, merecia.

A Conferência reuniu 186 dirigentes e executivos do Sicoob, Sicredi e Unicred que participaram ativamente de um dia inteiro de apresentações e debates. A CLICC Rio 2020 possibilitou a identificação de desafios comuns e o potencial de ações conjuntas para fortalecer o cooperativismo financeiro fluminense, ao mesmo tempo em que se preservou a identidade e os nichos de atuação de cada sistema.

Os desafios são múltiplos e concatenados: desde a grande velocidade de introdução das novas tecnologias de comunicação e informação no mercado financeiro, passando pelas mudanças demográficas e do marco regulatório chegando a queda das taxas de juros. Em seu conjunto, eles impulsionam o acirramento da concorrência no mercado e, com ela, a necessidade das cooperativas oferecerem produtos e serviços financeiros de qualidade a preços competitivos.

São desafios que determinam movimentos em favor da inclusão financeira, do fortalecimento e expansão do cooperativismo financeiro, instrumento do desenvolvimento local sustentável e de obtenção dos ganhos que o Brasil precisa em termos de competitividade econômica e de combate às desigualdades sociais e regionais.

A crescente participação das instituições financeiras cooperativas no mercado financeiro ocorrem no ambiente macroeconômico bastante difícil dos últimos anos e de grandes carências e, portanto, oportunidades no sistema financeiro nacional.

Enquanto em 2008, 72,4% dos CPFs possuíam relacionamento bancário, hoje já são 90,4%, dos quais 60% contam apenas com sua conta corrente, geralmente para recebimento de salários e pensões. Apenas 34% contratam crédito em sua instituição financeira. Neste quadro de alta bancarização com escasso acesso ao crédito e demais serviços financeiro, destaca-se que 57% dos clientes já realizam transações por meio do mobile e internet banking.

É neste contexto nacional que se insere o cooperativismo de crédito do Rio de Janeiro. As 55 cooperativas de crédito que atuam no estado estão presentes em 39% dos municípios, quando a média de cobertura nacional é de 45%. Isso pode ser interpretado de duas formas. Vamos continuar falando apenas da ampliação da presença física, da cobertura espacial? Ou vamos focar na ampliação da participação de mercado, traduzido em maior número de associados, maior cesta de produtos e do volume de operações? Dito de outra forma, qual a melhor estratégia para aumentar as economias de escala e de escopo de nossas cooperativas?

Os limites e as possibilidades de atuação do cooperativismo financeiro são fortemente influenciados pelo ambiente regulatório. Profissionalização da gestão, consolidação da governança, gestão de riscos eficiente e ampliação da atuação das cooperativas são os principais vetores do marco regulatório em constante aperfeiçoamento por um Banco Central altamente proativo e incentivador do segmento.

A homenagem a Luiz Edson Feltrim, ex-diretor do Bacen, na abertura da CLICC Rio 2020, fez jus a sua relevante contribuição para evolução do marco regulatório do cooperativismo financeiro nas últimas duas décadas.

A intercooperação entre os sistemas cooperativos fortalecem o segmento e abre novas perspectivas. E para além do ramo crédito, a intercooperação entre todos os seus ramos é a chave para consolidação e crescimento sustentável de todo o cooperativismo e da economia social.

O exemplo do Rio de Janeiro é ilustrativo. O total de cooperados das 464 cooperativas fluminenses soma 162.792 cooperados, destes 88.151 participam das 55 cooperativas de crédito do estado. Ou seja, para cada 2 cooperados no estado apenas 1 é associado a uma cooperativa de crédito. Ou seja, os quase 80.000 cooperados dos outros ramos possuem conta corrente em um banco comercial, não em uma cooperativa de crédito. E as suas cooperativas, onde elas movimentam os seus recursos financeiros?

A CLICC Rio 2020 foi capaz de montar cenários promissores para a atuação do segmento. Também ficaram claros os avanços obtidos e o desafio permanente de que eles resultem em ganhos efetivos para os cooperados e suas comunidades.

Intercooperação é o nome do jogo!

Carlos Alberto dos Santos é Economista, professor e consultor, COSINERGIA Finanças & Empreendedorismo, contato@cosinergia.com

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Sicredi ultrapassa R$ 4,7 bilhões em captação na poupança no RS e SC

8 de Outubro de 2017, 21:06, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda
 

O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,6 milhões de associados e atuação em 21 estados brasileiros –, obteve crescimento no desempenho total da caderneta de poupança do Sicredi no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, de janeiro a agosto, ultrapassando os R$ 4,7 bilhões, sendo 27% superior ao registrado em igual período de 2016 na soma da captação geral das 42 cooperativas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Com o objetivo de incentivar a ampliar sua capacidade de financiar o crédito rural, o Sicredi no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, vem desenvolvendo inúmeras atividades junto a seus mais de 1,65 milhão de associados. Cada uma das 42 cooperativas do RS e SC promovem ações de relacionamento e de consultoria com os associados para promover a educação financeira e a visão de investimento no futuro, e a poupança compõe este importante movimento de captação.

O incremento nos últimos dos 12 meses no RS e SC, superou os R$ 1 bilhão. “O desempenho é o reflexo direto do engajamento e do trabalho de consultoria financeira desenvolvido pelas nossas cooperativas junto aos associados”, afirma Edison Neuwald Silva, gerente de desenvolvimento de negócios da Central Sicredi Sul Sudeste.

No Brasil, o Sistema Sicredi (que engloba as 116 cooperativas) obteve um crescimento de 18% em depósitos totais. Nos depósitos a prazo, o crescimento foi de 14% no comparativo com o primeiro semestre de 2016, totalizando R$ 29,2 bilhões. No mesmo período, a poupança, um dos focos da instituição financeira cooperativa, teve um aumento de 32,9%, atingindo R$ 7,8 bilhões, sendo que desse total a operação de captação do RS e SC, representam de 53,78%.

Para o gerente, o impulsionador do resultado da Carteira de Poupança do Sicredi, no RS e SC, é a sua vocação em gerar desenvolvimento, isto porque, os recursos captados ficam na comunidade e se revertem em investimentos. “Além de reforçar nossa credibilidade e mostrar a solidez do empreendimento cooperativo, a carteira de poupança nos possibilita viabilizar o financiamento do agronegócio como um todo, mas, sobretudo, à pequena e média propriedade rural”. Silva explica que o grande desafio estratégico do Sicredi é o fortalecimento da captação em poupança para o custeio do empreendedorismo dos associados das áreas urbanas.

Conheça o Sicredi


NACIONAL – O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,5 milhões de associados, que exercem o papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi possui 116 cooperativas em 21 estados*, possui mais de 1,5 mil agências, gera 21,8 mil empregos diretos em 1.176 municípios no país. Em 196 municípios brasileiros, o Sicredi é a única instituição financeira presente.
*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

CENTRAL SICREDI SUL/SUDESTE (Consolidado RS e SC) – Reúne 42 cooperativas e 682 pontos de atendimento: 579 no RS e 103 em SC, atingiu os R$ 37,34 bilhões em Ativos Adm, registrando crescimento de 18%. Até o momento somos 1.746.298 associados, tendo aumentado 4%. O Patrimônio Líquido ficou acima dos R$ 5,50 bilhões, com uma evolução de 20,1% sobre o ano passado. Os Depósitos totais cresceram 17,8%, somando mais de R$ 21,77 bilhões. A Carteira de Poupança soma mais R$ 4,62 bilhões, avançando 34,1% no período. As Operações de Crédito Totais registraram 17,8% de crescimento, somando mais de R$ 16,89 bilhões.

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Dia Internacional mostra a força social das cooperativas de crédito

5 de Outubro de 2017, 20:14, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda
 

Brasília (4/10/17) – A terceira quinta-feira de outubro é uma data muito especial para as cooperativas financeiras de mais de 100 países. É quando elas se unem para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito (DICC). Então, ao longo do próximo dia 19/10, diversas ações de responsabilidade socioambientais serão realizadas, ao mesmo tempo, dentro e fora do Brasil, a fim de mostrar tanto a força quanto a preocupação do cooperativismo global com as comunidades onde se localizam.

Aqui no Brasil, aproximadamente de 9 milhões de pessoas já conhecem as vantagens de fazerem parte do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), composto por mais de mil cooperativas. E, ao ampliar o olhar, veremos que ao redor do mundo, esse número ultrapassa a casa dos 231 milhões de pessoas que sonham, realizam e prosperam.

Aliás, esse é o tema do Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito: Sonhos Prosperam Aqui, definido pela Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu – na sigla em inglês) e implementado pela Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito Ltda (Confebras) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

E quem explica a importância da participação das cooperativas brasileiras na celebração internacional, é o presidente da Confebras, Kédson Macedo (foto acima). Confira!

Qual a importância de o SNCC participar ativamente da celebração do DICC?

Embora seja prática comum e contínua de engajamento das comunidades nas quais as cooperativas de crédito estão inseridas, no DICC a ênfase é diferenciada. Nessa data, celebrada anualmente na terceira quinta-feira de outubro, há uma mobilização conjunta dos integrantes do cooperativismo financeiro em âmbito mundial, todos sintonizados no mesmo ideal: fortalecer as soluções cooperativistas financeiras nas comunidades. A ativa participação na celebração do DICC, por meio da campanha disponibilizada pela Confebras em parceria com a OCB, legitima e fortalece os ideais do cooperativismo e estabelece maior sinergia com as Instituições Cooperativistas Financeiras em todo o mundo.

As cooperativas são aliadas naturais da ONU na luta contra a erradicação da pobreza no mundo. Poderia comentar um pouco sobre isso?

Os princípios cooperativistas transmitem valores humanos que estão profundamente alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, principalmente ao objetivo número 1, que trata da erradicação da pobreza.

Para extinguir a pobreza, a cooperação é fundamental. Nesse sentido, a atividade cooperativista desenvolvida pelos diferentes ramos cooperativos contribui para a ascensão econômica conjunta. É fato, e os cases pelo Brasil e pelo mundo comprovam, que onde há atividade cooperativista o índice de pobreza é menor. No âmbito do cooperativismo de crédito, a compreensão da realidade local, combinada ao acompanhamento personalizado e à educação financeira oferecida pelas cooperativas, contribui para cada associado sair das situações dificultosas e, ainda, encontrar o equilíbrio, sendo que a orientação da cooperativa, alinhada à disciplina do associado, faz toda a diferença.

Por ser formada pela associação de pessoas, as quais são pertencentes a uma mesma comunidade, a Cooperativa de Crédito é uma empresa com coração, constituída para ter protagonismo no desenvolvimento econômico local e cumprir o seu papel de ferramenta da solidariedade social e da união entre as pessoas. Oferece soluções financeiras justas, emprega e nutre interesses pela comunidade por meio de ações, projetos e programas não apenas de cunho solidário ou assistencialista, mas também de capacitação e de valorização do ser humano. Aqui inclui-se resgatar a dignidade das pessoas excluídas e dar-lhes oportunidades de viver com altivez.

Qual a importância do quadro social, bem como de sua participação no processo de decisão de uma cooperativa?

A democracia fortalece a importância da participação de cada associado nas decisões da Cooperativa de Crédito. Um associado representa um voto, uma decisão, uma opinião. Ninguém manda mais que o outro. Assim, pensamentos em comum geram movimento em prol das decisões conjuntas. Nesse sentido, o quadro social tem fundamental importância para a constituição, condução e desenvolvimento de uma Cooperativa de Crédito. O quadro social é a base e o topo. É o corpo; é o todo. O quadro social é o início e o fim das atividades das Cooperativas de Crédito. Nas Cooperativas, o foco que vale é o DO associado. Ele é o dono. Ele é o patrão.

Por que as cooperativas se importam tanto com as comunidades que estão à sua volta?

É como o ar que respiramos. Quem não deseja melhorar o ar que respira? Torná-lo mais puro, mais saudável? Num comparativo simples, o ar é para a vida o que a comunidade é para a cooperativa de crédito: a essência; a fonte da existência. Melhorar a vida financeira dos seus associados é a missão de toda cooperativa de crédito e, ao melhorar a vida deles, melhora-se a economia da comunidade. Pela ótica mais ampla do contexto, desencadeia a prosperidade e a qualidade de vida.

Poderia nos dizer quais são os principais entraves ao desenvolvimento das cooperativas de crédito no Brasil?

Um obstáculo que as cooperativas de crédito precisam estar atentas relaciona-se à competitividade frente aos bancos tradicionais e agora também às Fintechs. Como manter-se competitiva quando as exigências dos públicos estão cada vez mais digitais? Como manter-se competitiva, sem perder seu perfil humano e sem abdicar dos princípios cooperativistas?

Ainda oferecemos vantagens aos cooperados, por conhecer a realidades deles e adaptar os serviços às suas necessidades. O atendimento torna-se diferenciado, próximo e engajador. Mas não podemos nos esquecer que vivemos em um país capitalista, em que o mercado dita as regras, e acompanhar as mudanças voláteis e velozes é um grande desafio. Para despertar e estimular os líderes das cooperativas é que as parcerias institucionais do setor, que já acontecem, são tão importantes, como ocorre com eventos como o CONCRED e o Fórum Integrativo Confebras.  Nesses eventos a intercooperação acontece na prática e alavanca positivamente todo o contexto cooperativista.

Considerando que o SNCC cresce cerca de 100% a cada 5 anos, superando, inclusive, os outros sistemas bancários (privados ou públicos), poderia nos dizer o que motiva esse fenômeno?

O primeiro fator motivador da ascensão do SNCC no SFN é a gestão desenvolvida pelos líderes, executivos cada vez mais capacitados para conduzir cooperativas numa atmosfera competitiva. Foi a gestão eficaz desses líderes que possibilitou que as cooperativas de crédito oferecessem completo e moderno portfólio de produtos e serviços, a preços muito competitivos.

Em seguida vem a convicção do propósito base de toda cooperativa de crédito, que sabiamente é explicitado pelo tema do DICC deste ano. O cenário do SNCC é resultado da qualificação somada a valores e causa nobre. Embora o crescimento do SNCC à base de 20% ao ano, nos anos recentes, seja um fato digno de comemoração, isso já é passado.

Agora temos a responsabilidade de administrar nossas cooperativas financeiras à luz de novo cenário desafiador de redução de spreads, forte transformação digital e concorrência de outros players que adentram ao mercado financeiro como fintechs e empresas globais de tecnologia (Google, Amazon, Pay Pal, por exemplo).

Nossos cooperados, como qualquer consumidor, sempre buscará o que o mercado oferecer de melhor, e tenho certeza que estaremos preparados para cativá-lo com o melhor produto, o melhor serviço, a melhor rentabilidade e o melhor atendimento.

Fonte: www.somoscooperativismo.coop.br

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A hora e a vez do cooperativismo financeiro, por Ênio Meinen

30 de Setembro de 2017, 23:03, por Portal do Cooperativismo Financeiro - 0sem comentários ainda

“Cooperativismo é sinônimo de boa sociedade”.
(Robert J. Shiller, Nobel de Economia em 2013)

Estamos experimentando (ou “experienciando”) uma nova e revolucionária era nas relações entre tomadores e provedores de produtos e serviços, em que as condições são ditadas não mais pela oferta e sim pela demanda.

Andam cada vez mais em evidência as soluções que, sensíveis à intervenção do usuário, combinam qualidade, preço justo e conteúdo socioambiental. Se a isso tudo puder ser associado algum propósito – algo que, ultrapassando a mera relação comercial, cause impacto para mais pessoas –, tanto melhor.

Nesse contexto, o cooperativismo habilita-se com força total para merecer a preferência do neoexigente consumidor.

Com efeito, no empreendedorismo cooperativo não há oponentes. Todos jogam no mesmo time. O dono é também o cliente; o anfitrião, ao mesmo tempo o convidado. É um convívio sem intermediários. Logo, além da garantia da qualidade e adequabilidade das soluções, não se estabelece o habitual conflito entre o querer cobrar mais e o desejar pagar menos. O preço será aquele suficiente para dar sustentabilidade e longevidade ao empreendimento comum.

Some-se a isso o ativismo da cooperativa no processo de desenvolvimento socioeconômico local, engajamento natural pelo fato de os donos residirem e empreenderem nas respectivas comunidades. Sendo do mesmo lugar, os cooperados direcionam a sociedade cooperativa para o bem comum, melhorando a qualidade de vida do maior número possível de pessoas. Eis o propósito, a causa, em perfeita sintonia com o 7º princípio cooperativista, definido globalmente como “interesse pela comunidade”.

No caso, especificamente, do cooperativismo financeiro os predicados que o qualificam para os dias atuais passam pela sua decisiva contribuição nos programas de inclusão e educação financeiras; pelo reinvestimento local da poupança, gerando emprego, renda, consumo, novas riquezas, receitas tributárias e desenvolvimento social nas comunidades; pela prática de preços justos na oferta de produtos e serviços financeiros; e pelo seu protagonismo (como agente concorrencial à altura) no aperfeiçoamento das práticas bancárias como um todo.

Estima-se que as cooperativas sejam os únicos agentes de prestação de serviços financeiros em dez por cento dos municípios brasileiros, assumindo a responsabilidade exclusiva pela inclusão bancária e pelo fomento do pequeno negócio em mais de seiscentas remotas comunidades do país.

Quando se trata de comparar preços de soluções bancárias, as cooperativas – dada a sua condição de entidades sem fins lucrativos – aparecem, com larga vantagem, como a opção mais econômica para os usuários. Apenas no âmbito do Sicoob, que tem presença em todo o país, com mais de 2.600 agências, os seus cooperados (3,6 milhões) tiveram em 2016 uma economia – ou agregação de renda – na ordem de R$ 10,3 bilhões pelo fato de terem escolhido a cooperativa como a sua instituição financeira. A diferença decorre de menores taxas de juros, tarifas reduzidas ou mesmo inexistentes, melhor remuneração dos investimentos e retorno do resultado do exercício proporcionalmente ao volume de negócios de cada cooperado (“cliente”).

Empreendimentos autogeridos e com vocação para promover a justiça financeira,  tais organizações conseguem oferecer aos proprietários-usuários um conjunto completo de produtos e serviços com margens diferenciadas, que vão de múltiplas opções de investimento às mais variadas linhas de crédito; de cartões a adquirência bancária; de consórcios a seguros.  Em sintonia com a revolução tecnológica em curso – mas sem descuidar do relacionamento pessoal sempre que o cooperado assim o preferir –, asseguram, ainda, aos seus beneficiários todas as facilidades digitais que os clientes acessam nos grandes bancos nacionais, apesar de operarem com um orçamento bem mais modesto.

Esses são alguns exemplos do virtuosismo cooperativista, cujo movimento, também por sua reputação – vez que alicerçado em valores e princípios universais –, é o antecedente, legítimo e sustentável, do que se conhece, atualmente, como economia compartilhada, colaborativa ou, ainda, de rede, reunindo todos os méritos dessa nova abordagem.

Enfim, como já ocorre em vários outros países dos cinco diferentes continentes, as cooperativas constituem, hoje, uma alternativa real no segmento bancário nacional, cuja indústria apresenta forte concentração e opera com elevadas margens.

Daí, portanto, a hora e a vez do cooperativismo financeiro!

___________

Ênio Meinen, diretor de operações do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) e autor do livro “Cooperativismo Financeiro: virtudes e oportunidades – Ensaios sobre a perenidade do empreendimento cooperativo” (Confebras, 2016).

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Gestã de Pessoas em Cooperativas, Desenvolvimento territorial, Finanças Solidárias, Crédito, Crédito e finanças
Tags deste artigo: crédito finanças banco cooperativa