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31 de Janeiro de 2013, 0:00 , por Desconhecido - | 1 pessoa seguindo este artigo.
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Colivre participa de encontro internacional de cooperativas em Curitiba

12 de Maio de 2014, 14:27, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Nos próximos dias 15, 16 e 17 de maio acontecerá na cidade de Curitiba, Paraná, a 9ª edição da Expocoop - Feira Mundial do Cooperativismo, que reunirá cooperativas de mais de 20 países.

A Expocoop é uma feira de negócios que visa  promover produtos e serviços de cooperativas dos mais diversos setores e países. Seu foco principal é fornecer aos empreendimentos a oportunidade de exibir suas mais recentes inovações e contribuir para a criação de uma rede de negócios entre os produtores e o mercado consumidor internacional.

A Colivre estará presente no evento e levará sua experiência em cooperativismo e tecnologias livres para o estande montado em parceria com o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia - OCEB.

Foto: Divulgação

A 9º edição da Expocoop terá na programação dois dias dedicados aos profissionais do cooperativismo e um dia ao público em geral. A expectativa é que o evento reúna cerca de seis mil pessoas nos três dias de atividades.

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) preparou uma programação paralela à feira que reunirá exposições e encontros com a participação de líderes cooperativistas, autoridades, representantes de unidades estaduais e  cooperativas. 

Para outras informações sobre a Expocoop 2014 acesse: http://www.expocoop.com/br



Redes sociais federadas prometem mais autonomia

2 de Abril de 2014, 16:24, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

 

O receio de que grandes corporações centralizadoras tenham domínio sobre os dados pessoais e profissionais de milhares de cidadãos, sobretudo as que detêm softwares como Facebook, Twitter e Google Plus, e o desejo de ter controle e autonomia sobre os programas que utilizam, fazem com que algumas instituições brasileiras se esforcem para criar suas próprias redes sociais, personalizadas e baseadas em software livre. No Brasil, a Universidade de São Paulo (USP) conta com uma rede social de colaboração com mais de 62 mil pessoas cadastradas, entre alunos, professores e funcionários, e mais de 880 comunidades.

Com a implantação dessas novas redes, "se uma plataforma qualquer deixar de existir por questões comerciais (como o Facebook), não haveria nenhum prejuízo, porque as pessoas não estariam presas a uma tecnologia externa", explica Paulo Meirelles, professor do curso de engenharia de software da Universidade de Brasília (UnB) que faz parte da equipe que coordenou a reestruturação do projeto Stoa (http://social.stoa.usp.br), rede social de colaboração da USP, reinaugurada em dezembro de 2012.

O Stoa permite que o usuário crie um perfil totalmente personalizável, em forma de blogs pessoais ou de disciplinas, notícias, além de compartilhar projetos de pesquisas, eventos, tudo integrado à rede e disponível para acesso para o público externo. Seus pilares são o compartilhamento, a liberdade e a horizontalidade. "Quando a pessoa se cadastra, a rede não distingue professor, aluno ou funcionário: de início, todos os perfis são iguais. Depois o usuário o personaliza como for mais conveniente", explica Ewout ter Haar, professor do Instituto de Física da USP e um dos administradores do Stoa.

Coordenador do Grupo de Apoio Técnico-Pedagógico da universidade, Haar acredita no potencial que as redes sociais têm para a educação. "É interessante observar que os grupos e comunidades são formados espontaneamente no Stoa, paralelos às estruturas administrativas da USP. Muitos professores utilizam as ferramentas disponíveis em apoio às disciplinas, alunos compartilham arquivos em seu próprio perfil e disponibilizam em grupos de estudos virtuais. Há ainda as comunidades de funcionários", conta.

HISTÓRIA RECENTE Criada em 2007, inicialmente com base no software livre Elgg, com o passar dos anos o Stoa acabou ficando para trás em termos de ferramentas tecnológicas para as interações e possibilidades de colaboração da web 2.0. "Não conseguimos desenvolver o sistema por questões financeiras e recursos humanos e a rede acabou estagnando", pondera Haar. Em 2012, o projeto recebeu mais financiamento e adotou o Noosfero, plataforma brasileira para criação de redes sociais e economia solidária, desenvolvida pela Cooperativa de Tecnologias Livres (Colivre).

A escolha do Noosfero ocorreu por conta das opções de ferramentas de blog, portfólio, fórum, galeria de imagens e armazenamento de arquivo em um mesmo sistema. Ele já é utilizado como base para o desenvolvimento do sistema do SoftwareLivre.org e para World Museum Project, ambiente pedagógico e rede social criado para promover a interação entre professores e estudantes de mais de dez países, recentemente premiado com o Excellent Workshop Award do Canvas Workshop Collection, evento realizado em 2012 no Japão.

REDES SOCIAIS FEDERADAS O uso de uma plataforma livre permite autonomia sobre a rede, sem depender de um provedor de serviço. "Com o Noosfero, a universidade deixou de ser uma usuária de rede social para se tornar provedora para aquela comunidade acadêmica", explica Vicente Aguiar, gestor da Colivre.

Apesar do desejo de se conectar com outras instituições de ensino, o Stoa não tem a pretensão de ser a única rede social entre as universidades brasileiras. A expectativa é que cada uma tenha a sua, desenvolvida de acordo com suas particularidades e que essas redes possam conversar entre si. Dessa forma, seria possível criar as redes sociais federadas, que compartilham um protocolo comum e permitem que seus usuários se comuniquem sem a necessidade de efetuar um novo cadastro em outra rede. Seria como se o usuário de uma conta no Facebook pudesse mandar mensagens e interagir com outro no Orkut. Com uma identidade única, seria possível curtir postagens, compartilhar fotos, enviar mensagens, criar eventos e fazer comentários transitando essas duas redes, por exemplo. Dessa forma, as informações e dados dos usuários não ficariam monopolizados e concentrados em um único provedor de acesso, e haveria maior liberdade de escolha.

Os especialistas em tecnologias livres consultados apontam que a característica de concentrar usuários vai contra o princípio da rede mundial de computadores que nasceu em um esquema de federação, descentralizado, com diversas redes interagindo entre si. Hoje há algumas redes sociais que tentam funcionar dessa forma, como a Diáspora e pump.io.

 Vicente Aguiar lembra que os emails são um bom exemplo de federação. "Imagine ter que se cadastrar no Yahoo para mandar um email para um colega seu que é @yahoo?

Parece loucura? É o que as redes sociais proprietárias fazem hoje e nos parece muito normal", compara.

RUMO À CONEXÃO "Colocamos a possibilidade de fazer um projeto piloto de redes federadas entre USP e UFBA, porém, ainda não conseguimos recursos para isso do lado de cá", diz Aguiar. Enquanto isso, o professor Paulo Meirelles, ainda ligado ao projeto do Stoa, coordena o desenvolvimento de uma rede social para a UnB, o Comunidade.Unb, também baseado em Noosfero, que está em fase de testes. Depois de implantada, o objetivo é tentar criar a federação, a interação com a rede social da USP.

O Polo Tecnológico de Itaipu (PTI) está investindo em uma rede social própria que iniciou, em 2011, um projeto com a Fundação Banco do Brasil, sobre tecnologias sociais e sua difusão, também baseado em Noosfero. "A plataforma, além da simples divulgação das tecnologias, do banco de dados da FBB, pode dar todo suporte de interação e intercâmbio entre os usuários.

Adotamos a ferramenta porque acreditamos e incentivamos o uso de software livre, com o anseio de se trabalhar em rede de colaboração devido, principalmente, aos nossos contatos e ações em conjunto com os países do Mercosul, que estão apoiando a construção dessa rede", explica a coordenadora do Centro de Referência em Tecnologia Social do PTI, Tania Rodrigues. O projeto, denominado de Rede de Tecnologias Sociais para o Mercosul, pretende lidar com assuntos relacionados às metodologias, produtos e práticas que desenvolvam e promovam a inclusão social. O objetivo é que a rede seja federada com as demais redes de universidades brasileiras, como USP e UnB. "A interação é fazer parcerias com as instituições que já utilizam o Noosfero, e uma das principais intenções é a possibilidade de integrar os cursos de ensino a distância (EAD) dentro dessas plataformas", avalia Tania.





Colivre em ritmo de retrospectiva 2013

19 de Dezembro de 2013, 11:56, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Final de ano tem seu tradicional script: todo mundo relembra o que passou, faz avaliações e traça novos planejamentos. A Colivre não ficou de fora da onda "Retrospectiva 2013" e faz sua própria viagem pelos momentos mais marcantes desse ano que se despede.

Ao longo de 2013 mantivemos nossas tradicionais atividades na área de tecnologias livres e também desenvolvemos e colaboramos com novos projetos, além de construirmos novas parcerias.

Foto: Almoço de fim de ano (2013) entre a equipe da Colivre.

Este ano, a Colivre colaborou para o lançamento de 18 versões do Noosfero,  com a participação de toda comunidade em torno desse projeto de software livre que não para de crescer!  :)

Afinal, essa plataforma web livre, que nasceu aqui no Nordeste do Brasil, serviu de base para o desenvolvimento de importantes projetos de redes sociais em 2013, entre eles: o Portal da Participação Social, lançado pela Presidência da República para discussão sobre a Política Nacional de Participação Social; a rede social corporativa do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), #você.serpro; a nova versão da rede social e acadêmica da Universidade de São Paulo (USP), como parte do Projeto Stoa, e a rede da Faculdade Gama da Universidade de Brasília (UNB) e da Comunidade.UnB.

Outro destaque é o primeiro projeto da Colivre com o Parque Tecnológico de Itaipu: a Rede de Tecnologias Sociais para o Mercosul, que está em fase de testes. E ainda vem mais novidades por aí, em 2014, com o lançamento do "Participa.br", plataforma para diálogo entre governo federal e sociedade civil, que  utiliza o Noosfero para promover a participação social; e da rede "Ola.coop.br" que visa a articulação e promoção do setor cooperativista na Bahia.

Em 2013 mergulhamos a fundo no "universo cirandeiro" com dois projetos que visam a disseminação do Cirandas.net, plataforma livre voltada para o fortalecimento da rede de Economia Solidária no país. As iniciativas envolvem atividades de formação, como cursos, oficinas e palestras, e também a criação de sites para empreendimentos do Recôncavo baiano, Chapada Diamantina e Região Metropolitana de Salvador.

Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) e com apoio do Fundo de Cultura/Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), o projeto "Cirandas.net: Plataforma  livre  para  o  fortalecimento  da  rede  de  Economia Solidária no Recôncavo da Bahia" já promoveu a apropriação da plataforma de comércio eletrônico por dez empreendimentos baianos que, em breve, terão seus sites com lojas virtuais no ar.

Também desenvolvido em conjunto com a UFRB, mas com fomentos da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre-BA), um outro projeto está em andamento e entrará em 2014 com gás total para as atividades de formação e criação de sites para 15 empreendimentos da Bahia.

Foto: Jantar de comemoração de 30 anos do projeto GNU - Cooperatva Rango Vegan, Salvador.

Mas o ano não foi apenas de trabalho, teve também comemoração das mais importantes: 30 anos do projeto GNU. O início da história do Software Livre foi celebrado em Salvador, no mês de setembro, com um jantar árabe na cooperativa Rango Vegan. A Colivre, é claro, não poderia faltar. ;)

Em nossas andanças por aí, viajamos pela Bahia-Brasil-Mundo para participar e contribuir com eventos, momentos fundamentais para diálogos, colaborações e troca de energias.

A equipe Colivre apresentou trabalhos em eventos como o Flossie 2013, que reuniu desenvolvedoras de várias partes do mundo em Londres; o Coopera 2013, evento realizado no Uruguai com representantes da Economia Solidária do Mercosul; e ainda o III Fórum da Internet no Brasil, em Belém (PA).

Integrantes da Colivre também participaram dos debates promovidos pelo II Encontro de Conhecimentos Livres, que ocorreu este ano no Vale do Capão (Chapada Diamantina-BA), e atuaram na organização da primeira edição do Rails Girls em Salvador.

Por último, mas nem de longe menos importante, participamos da 14ª edição do Fórum Internacional Software Livre (FISL14), um dos principais eventos de tecnologia livre e padrões abertos do mundo. Além de um estande na Mostra de Soluções e Negócios Livres, a equipe da Colivre e contribuiu em palestras, encontros, debates e no desenvolvimento do site desse grande evento.

Foto: Encontro da Comunidade Noosfero no estande da Colivre- FISL 14, Porto Alegre.

Por falar nisso, em 2014 já temos um novo encontro marcado em Porto Alegre para o FISL 15, que acontecerá entre os dias 7 e 10 de maio com o tema "Segurança e Privacidade: o Software Livre na luta contra a Espionagem".

Ufa... depois de tanto trabalho e belos desafios em 2013, esperamos que 2014 seja de muito trabalho colaborativo e liberdade tecnológica também!

A tod@s que nos acompanharam este ano, ficam aqui nosso eterno agradecimento por todo apoio e carinho! Temos plena consciência que fazemos parte de uma grande rede de pessoas e instituições  que acreditam e trabalham por valores e ideais, ou seja, não fazemos nada sozinhos! Fica então nosso desejo de um 2014 repleto de muita criatividade e boas energias, em especial, para tod@s vocês! :)